Se a IA facilita criar software, por que Microsoft e SAP continuam tão fortes?

Arbor Capital vê segurança, confiança e relações corporativas como vantagens que ajudam gigantes de software a resistir ao avanço da IA

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A facilidade para replicar códigos com inteligência artificial levantou dúvidas sobre a permanência das grandes empresas de software. Para Leonardo Otero, fundador da Arbor Capital, porém, o mercado se antecipou ao concluir que a expansão da tecnologia reduziria a relevância do setor.

“O mercado concluiu, de forma prematura, que o software ia morrer”, afirmou Otero durante participação no programa Stock Pickers.

Na avaliação da gestora, grandes companhias consolidadas tendem a absorver as inovações tecnológicas e fortalecer sua posição, em vez de serem substituídas por soluções desenvolvidas internamente pelos próprios clientes. Redes de distribuição e a confiança construída com as empresas também ajudam a sustentar essa vantagem.

Por que fazer o próprio software nem sempre compensa

A maior facilidade para criar códigos com IA reforçou a ideia de que companhias de diferentes setores poderiam desenvolver internamente ferramentas que hoje contratam de fornecedores especializados. Otero, porém, diz que essa possibilidade não significa que a estratégia faça sentido na prática.

Para Otero, o fato de uma empresa conseguir reproduzir uma ferramenta não significa que faça sentido desenvolver internamente atividades fora de seu negócio principal. “Uma empresa que vende roupa provavelmente vai pensar na moda e não vai ficar desenvolvendo um software interno”, afirmou.

Contratos corporativos de longo prazo e a complexidade de desenvolver ferramentas próprias ajudam, segundo a Arbor, a manter a demanda pelas grandes empresas de tecnologia.

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Microsoft e SAP seguem na carteira da Arbor

A Microsoft (MSFT34) está na carteira da Arbor Capital há mais de 11 anos. A gestora também investe na fabricante alemã de sistemas de gestão SAP (SAPP34).

Segundo a Arbor, empresas desse porte se beneficiam da presença consolidada em corporações globais e de suas redes de parceiros comerciais.

Outro fator é a segurança. Para Otero, companhias estabelecidas levam vantagem sobre startups de tecnologia quando estão em jogo proteção de dados, segurança cibernética e o tratamento de informações confidenciais dos negócios.

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A leitura da gestora, portanto, é que a IA pode tornar o código mais fácil de replicar sem eliminar outras vantagens construídas pelas grandes empresas de software ao longo do tempo.

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Victória Anhesini
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