Após propor status de membro ao Canadá, UE quer fortalecer laços com Brasil

Após Ursula von der Leyen sugerir que Canadá seja membro associado do bloco, Bernd Lange, que preside o comitê de comércio do Parlamento Europeu, comentou o interesse de estreitar laços com o Brasil

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A possibilidade de a União Europeia se abrir para uma nova realidade de parcerias, com a criação de um estatuto específico de “membro associado” para incluir o Canadá, pode fazer parte de um plano mais amplo. Um eurodeputado sugeriu na quarta-feira (16) que a UE deve buscar fortalecer os laços econômicos com outros países também, citando Brasil, Indonésia, Japão e Coreia do Sul.

Bernd Lange, que preside o comitê de comércio do Parlamento Europeu, revelou essa ideia no mesmo dia em que a presidente da UE, Ursula von der Leyen, fez o convite ao Canadá, durante o discurso do Estado da União do bloco, em Estrasburgo, na França.

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“Temos uma situação em que é totalmente imprevisível o que os Estados Unidos estão fazendo e temos uma política industrial agressiva da China — e, portanto, é tão importante que fortaleçamos nossos laços com países democráticos, e o Canadá é um exemplo”, disse Bernd Lange à rede CNBC. Na sequência, ele citou o Brasil entre essas nações.

Em seu discurso, von der Leyen saudou o início de uma “aliança para o futuro” para aprofundar a cooperação UE-Canadá em áreas como segurança econômica, indústria inteligente, tecnologia de ponta, defesa, energia, minerais críticos e baterias, bem como na região ártica.

Mas ela não detalhou como seria a criação do “estatuto de membro associado”. Uma tentativa anterior com a Ucrânia, patrocina pelo chanceler alemão perdeu força no bloco, após críticas de outros países.

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Antes do discurso, uma sondagem realizada pela Abacus Data mostrou que 49% dos canadenses apoiariam uma adesão à UE, enquanto 30% se opunham e 21% disseram estar indecisos.

Quem não gostou da proposta foi o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que vem travando batalhas comerciais com o Canadá desde o ano passado. “Acho isso ridículo. (…) Se eles fizerem isso, se eu considerar que se trata de um ato hostil, imporei tarifas muito pesadas ou interromperei o comércio com a Europa”, ameaçou.

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