UE abre portas para que Canadá se torne seu primeiro membro associado

O anúncio ‌de von der Leyen representa uma mudança significativa na política da UE

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BRUXELAS, 16 Set (Reuters) – A ⁠presidente da Comissão Europeia, Ursula von der ⁠Leyen, afirmou que a União Europeia está abrindo as portas ‌para que o Canadá se torne seu primeiro ‘membro associado’, um status que não está previsto nos tratados do bloco.

O anúncio ‌de von der Leyen representa uma mudança significativa na política da UE. O bloco sempre resistiu a categorias flexíveis, e os membros da UE reagiram com cautela à proposta da Alemanha, em maio, de conceder à Ucrânia o status de membro associado como um ⁠passo ‌prévio à adesão plena.

‘As parcerias são uma escolha estratégica para ⁠a Europa. Mas elas também respondem à ruptura no sistema internacional baseado em regras’, disse von der Leyen em seu discurso anual sobre o Estado da União Europeia perante o Parlamento Europeu, em Estrasburgo.

‘Vemos o mundo com os mesmos olhos: ​da IA às mudanças climáticas, do Ártico à geopolítica. E nos mantivemos unidos: em relação à Ucrânia, à defesa, às ​matérias-primas e às cadeias de abastecimento. Mas, acima de tudo… a Europa e o Canadá acreditam na democracia.’

O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, afirmou no início desta semana que o Canadá buscava uma ‘aliança única’ com a UE, mas não a adesão. ‌Von der Leyen convidou Carney para se ​juntar a ela em Estrasburgo, e ele fará seu próprio discurso na quinta-feira.

A viagem de Carney à Europa ocorre após uma ruptura histórica nas relações entre o ⁠Canadá e os ​EUA, depois que as ​negociações comerciais fracassaram no mês passado, desencadeando uma série de medidas tarifárias de retaliação.

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‘Eu ⁠disse que precisamos repensar urgentemente ​nossas parcerias. Portanto, gostaria de trabalhar com vocês para abrir as portas para que o Canadá se torne o primeiro membro associado da UE’, ​disse von der Leyen.

Ela acrescentou que a UE e o Canadá trabalharão juntos em diversos setores, desde a ​indústria manufatureira até a ⁠inteligência artificial, minerais essenciais e energia.

‘Trabalharemos na manufatura inteligente. Criaremos uma aliança tecnológica. Integraremos ⁠as bases industriais de defesa. Faremos do Ártico um projeto conjunto emblemático’, disse ela.

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Von der Leyen acrescentou que ‘esta é uma parceria que não se volta contra ninguém’, em uma possível tentativa de evitar antagonizar o presidente dos EUA, Donald Trump.