Reino Unido: desemprego fica estável antes de reunião do BOE

O desemprego permaneceu em 4,9%, o mesmo nível observado nos três meses até junho

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A taxa de desemprego no Reino Unido ficou inalterada nos três meses até julho, enquanto o mercado de trabalho continua a dar sinais de enfraquecimento às vésperas da reunião do Banco da Inglaterra (BoE) desta semana.

O desemprego permaneceu em 4,9%, o mesmo nível observado nos três meses até junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 15. pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado veio em linha com o consenso de economistas consultados pelo The Wall Street Journal e segue perto da máxima de cinco anos.

O número de trabalhadores na folha de pagamento voltou a cair, sobretudo nos setores de varejo e hospitalidade, enquanto as vagas de emprego permanecem no menor nível – fora do período da pandemia – em mais de uma década, informou o ONS.

Diante de um ambiente de elevada incerteza econômica, os empregadores têm preferido adiar novas contratações, segundo Yael Selfin, economista da KPMG no Reino Unido. “As pessoas simplesmente não querem contratar. A incerteza mantém as vagas baixas. Eles estavam esperando para ver antes de avançar”, afirmou.

O crescimento anual dos salários, excluindo bônus, foi de 3,5%, em linha com o período anterior e com as estimativas dos economistas, mostram os dados.

Os dados são divulgados antes da decisão de juros do BoE, na quinta-feira. A expectativa predominante é de que a taxa básica seja mantida em 3,75%, mas os mercados vêm aumentando as apostas em uma elevação mais adiante, diante do avanço dos riscos inflacionários.

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A inflação de agosto, que será divulgada na quarta-feira, deve mostrar a variação anual dos preços acima de 3%, ante 2,9% em julho, puxada pelos custos de energia com o prolongamento da guerra no Irã.

Ainda assim, a inflação de núcleo deve ficar estável em 2,6%, com poucos sinais de que a alta da energia esteja contaminando outros segmentos da economia. Somada à estabilidade do crescimento dos salários, essa leitura pode conter expectativas de novas altas de juros.

“O mercado de trabalho continua fraco demais para que o crescimento salarial acompanhe a aceleração dos preços ao consumidor”, disse Andrew Wishart, economista do Berenberg. “Como resultado, achamos que o BoE só terá de elevar juros uma vez, em vez de quatro vezes como os investidores preveem atualmente”, acrescentou. Fonte: Dow Jones Newswires.

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