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As empresas brasileiras pagaram US$ 4,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre deste ano, um crescimento de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025, liderando os ganhos para o acionista na América Latina, mostra o Índice Global de Dividendos e Recompras da Janus Henderson. E o destaque no período em valor distribuído foi a JBS NV (BDR: JBSS32), holding internacional do grupo, que desbancou a Petrobras (PETR4;PETR3) ao considerar individualmente as ações ordinárias e preferenciais, segundo levantamento da gestora britânica. Depois aparecem a Telefônica Brasil (VIVT3) e os bancos.
A gigante global de carnes foi uma das principais contribuintes para o crescimento dos dividendos do Brasil, após um aumento no valor pago por ação de US$ 0,35 no segundo trimestre de 2025 para US$ 1,00 neste ano, segundo a Janus. O valor se refere aos dividendos efetivamente pagos no segundo trimestre de cada ano para cada tipo de ações. Por isso, algumas empresas, como Petrobras e Bradesco, aparecem duas vezes na lista. Se somados os dividendos pagos pelas ações preferenciais e ordinárias da Petrobras, o valor total pago, de R$ 7,675 bilhões, supera o da JBS, de R$ 5,251 bilhões, segundo dados da consultoria Elos Ayta. Os números da Janus consideram os dados subjacentes, que descontam os efeitos sazonais, distorções, inflação ou efeitos extraordinários.
O crescimento do pagamento de dividendos do Brasil superou o da América Latina, de 1,7%, para US$ 11,7 bilhões, e do mercado global, de 7,3%, para US$ 757,8 bilhões no segundo trimestre. Os dados mostram que o setor financeiro permaneceu como a maior fonte de dividendos globais, distribuindo US$ 239,7 bilhões no segundo trimestre, aumento de 8,1%.
Não há empresas brasileiras entre as 20 maiores distribuidoras de lucros globais, que é liderado pela produtora de petróleo da Arábia Saudita Saudi Arabian Oil Co. Em segundo lugar vem a Nestlé, seguida pelo HSBC Holding, pela empresa de seguros Allianz, pela Microsoft e pela Nvidia. O levantamento não considera dividendos extraordinários, apenas os regulares pagos pelas companhias.
A Petrobras chegou a figurar entre as 20 maiores pagadoras de dividendos, chegando a ocupar a segunda posição no ranking da Janus no quarto trimestre de 2022. Sua última classificação no ranking ocorreu no quarto trimestre de 2024, no 14º lugar.
Veja as empresas brasileiras que mais pagaram dividendos no 2º trimestre de 2026:
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| 1. JBS N.V. Class A |
| 2. Petroleo Brasileiro ON |
| 3. Petroleo Brasileiro PN |
| 4. Telefonica Brasil |
| 5. Banco Bradesco PN |
| 6. Banco Bradesco ON |
| 7. Banco do Brasil |
| 8. Rede D’Or Sao Luiz |
| 9. B3 |
| 10. Sabesp |
Recompras
O relatório da Janus Herderson destaca também o crescimento das recompras de ações pelas empresas, outra forma de as companhias beneficiarem seus acionistas ao reduzir o volume de papéis em circulação e aumentar o dividendo por ação. As recompras globais atingiram R$ 572 bilhões no segundo trimestre, um aumento de 26,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O setor de Tecnologia foi destaque nas recompras, com R$ 121,1 bilhões.
O Brasil também liderou as recompras de ações na América Latina no segundo trimestre, com US$ 1,1 bilhão, reflexo da forte queda dos preços dos papéis em bolsa após o início da guerra do Irã. O segundo país com mais dividendos e recompras na América Latina foi o México, com US$ 3,4 bilhões no segundo trimestre, queda de 0,8% sobre o ano anterior. O México também foi o segundo colocado em recompras, com US$ 400 milhões.
Veja as empresas brasileiras que mais recompraram ações no 2º trimestre de 2026:
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| Maiores recompras |
| Ambev |
| Itau Unibanco |
| Vale |
| B3 |
| Rede D’Or |
| Bradesco |
| Nu Holdings |
A Janus Henderson projeta um crescimento global dos dividendos neste ano entre 5% e 6%, enquanto as recompras de ações devem crescer entre 7% e 8%, avanços sustentados por lucros corporativos resilientes e forte geração de caixa principalmente dos setores Financeiro e de Tecnologia.
Segundo Jane Shoemake, responsável por ações de países emergentes da Janus Henderson, “estamos vendo uma mudança na forma como as empresas pensam sobre a devolução de capital aos acionistas”. Ela cita o aumento das recompras de ações, que dão flexibilidade para as companhias reagirem conforme suas prioridades mudam. Shoemake dá o exemplo dos bancos, que se utilizam cada vez mais de recompras sem se comprometer com pagamentos permanentemente mais altos de dividendos no futuro.