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O Ibovespa voltou a recuar na última sessão, com queda de 0,93%, aos 185.629 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 184.814 pontos e a máxima de 187.362 pontos.
Na minha leitura, o movimento representa uma continuidade da realização de lucros após a forte valorização recente. A correção ainda pode ser considerada natural diante da sequência anterior de ganhos, mas a perda de impulso exige atenção, principalmente porque o índice permanece afastado das médias móveis e ainda apresenta sinais de sobrecompra.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura principal de alta. Ao mesmo tempo, o IFR (14), em 72,52 pontos, permanece na região de sobrecompra. Esse quadro não confirma uma reversão, mas deixa espaço para uma aproximação das médias antes de uma eventual retomada do fluxo comprador.
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Para voltar a ganhar força, o índice precisa superar a região de resistência em 189.487/192.890 pontos. Acima dessa faixa, poderá avançar em direção à máxima histórica de 199.354 pontos. Na direção contrária, a correção ganhará consistência com a perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 182.265/178.000/175.650 pontos. Caso esse movimento seja confirmado, acompanho os 164.835 pontos e, como alvo mais longo, os 161.745 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário mostra maior fragilidade. O Ibovespa encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando perda de força compradora no curto prazo.
Para retomar o movimento de alta, será necessário superar a resistência em 186.325/189.030 pontos. Confirmado o rompimento com volume comprador, projeto como próximos alvos 191.340/192.545 pontos e, posteriormente, 195.280/196.725 pontos.
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Na ponta vendedora, os principais suportes estão em 183.845/179.730 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar o fluxo de baixa e levar o índice até 177.155/173.660 pontos. Em uma correção mais extensa, os objetivos seguintes aparecem em 171.420/169.330 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (09/09) em baixa de 0,80%, aos 188.550 pontos.
Em resumo, avalio que o mini-índice passa por uma correção de curto prazo, mas ainda preserva uma estrutura técnica favorável à alta nos períodos mais longos. No gráfico de 15 minutos, a recuperação observada no fim da sessão levou o contrato a fechar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Nesse intervalo, acompanho o primeiro suporte em 187.980/187.025 pontos e a resistência imediata em 188.800/189.750 pontos.
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No gráfico diário, o ativo continua acima das principais médias, embora o IFR em sobrecompra aumente a atenção para uma possível continuidade da correção. Já no gráfico de 60 minutos, o fechamento entre as médias de 9 e 21 períodos mostra um cenário de definição após a queda da última sessão.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (09/09) em alta de 0,26%, aos 5.127,5 pontos.
Na minha leitura, a alta da última sessão mostrou uma tentativa de reação do minidólar, mas a perda de força no fim do pregão manteve o contrato abaixo das médias móveis no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho o suporte imediato em 5.124/5.108 e a resistência em 5.137,5/5.151. O rompimento da resistência poderá dar continuidade à recuperação, enquanto a perda do suporte recoloca os vendedores no controle.
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No gráfico diário, o ativo ainda negocia abaixo das médias móveis e permanece vulnerável à retomada das quedas. Já no intervalo de 60 minutos, a negociação entre as médias de 9 e 21 períodos indica um cenário de definição, apesar do fluxo positivo da última sessão.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em queda de 1,00%, aos 400.890 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o futuro de Bitcoin completou a terceira queda consecutiva, reforçando a pressão vendedora no curto prazo. O contrato permanece negociando na região delimitada pelas médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que ainda indica disputa entre compradores e vendedores. O IFR (14), em 58,61, segue em região neutra, sem sinais de sobrecompra ou sobrevenda.
Para ampliar o fluxo de baixa, o contrato precisa perder a região de 396.420/384.100 pontos. O rompimento dessa faixa poderá intensificar a pressão vendedora, com alvos em 369.655/351.920 pontos e, em um movimento mais longo, em 325.795/312.820 pontos.
No sentido contrário, a retomada do fluxo comprador dependerá da superação de 420.120/430.895 pontos. Acima dessa região, vejo espaço para o contrato avançar em direção a 457.495/472.840 pontos, tendo como alvo mais distante a faixa de 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quinta-feira (10).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.