Petróleo Brent supera US$ 100 por barril à medida que guerra no Irã se intensifica

Os futuros do petróleo Brent subiam US$2,15, ou 2,2%, para US$100,07 por barril

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CINGAPURA, 9 Set (Reuters) – Os contratos ⁠futuros de referência do petróleo bruto ⁠Brent ultrapassavam os US$100 por barril nesta quarta-feira, rompendo ‌a barreira simbólica pela primeira vez desde 24 de julho, à medida que a intensificação do conflito no ‌Oriente Médio alimentava uma preocupação crescente com o fluxo de petróleo proveniente da região.

Os futuros do petróleo Brent subiam US$2,15, ou 2,2%, para US$100,07 por barril, enquanto o petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA registrava alta de US$1,70, ou ⁠1,83%, ‌para US$94,73 por barril.

Os preços do petróleo Brent subiram ⁠um quarto desde o início do mês passado, à medida que diminuem as esperanças de uma solução definitiva para o conflito entre os EUA e o Irã, que já dura seis meses.

Nesta semana, ataques ​dos houthis, apoiados pelo Irã, a instalações de energia sauditas incendiaram instalações petrolíferas, ameaçando uma expansão significativa ​do conflito.

Os ataques houthis podem ameaçar os embarques de petróleo pelo Mar Vermelho, que tem sido uma rota alternativa fundamental ao crucial Estreito de Ormuz, onde o fluxo de petróleo foi severamente reduzido desde o ‌início da guerra com o Irã, ​em 28 de fevereiro.

Um número crescente de bancos, incluindo o Goldman Sachs, o Bank of America e o HSBC, elevou suas previsões para ⁠o preço do ​petróleo bruto nos ​últimos dias.

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Na semana anterior à retomada dos combates, em 30 de agosto, ⁠cerca de 8 a 9 ​milhões de barris de petróleo por dia (bpd) haviam passado pelo Estreito de Ormuz, o dobro do volume da semana anterior, segundo ​o economista-chefe da Rystad Energy, Claudio Galimberti, embora, mais recentemente, esse volume tenha caído para menos ​de 2 milhões ⁠de bpd.

Embora os produtores de petróleo fora da OPEP, incluindo Estados Unidos, ⁠Canadá e Guiana, tenham aumentado a produção, a Agência Internacional de Energia afirmou no mês passado que esperava que a oferta global de petróleo caísse este ano em 4,3 milhões de bpd, ou cerca de 4%.

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