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Ibovespa fecha em alta com estrangeiros e cena eleitoral

No mercado externo, os contratos futuros do petróleo Brent LCOc1 atingiram o maior nível em seis semanas, aproximando-se de US$99 por barril

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O Ibovespa fechou em alta nesta terça-feira, ultrapassando os 189 mil pontos no melhor momento, em movimento embalado pelo retorno de investidores estrangeiros para a bolsa paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição presidencial em outubro.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,2%, a 187.366,84 pontos, tendo marcado 189.487,70 na máxima e 185.207,66 na mínima, em dia também apoiado pelo avanço de preços de commodities como o petróleo no exterior. O volume financeiro no pregão somou R$29,76 bilhões.

“O suporte para essa escalada continua vindo da força das commodities e do fluxo consistente de capital estrangeiro, que tem enxergado nas ações brasileiras um ponto de atratividade em meio ao atual cenário global”, afirmou a estrategista de ações Rebecca Nossig, da Nomad.

Dados da B3 continuam mostrando entrada líquida de capital externo na bolsa em setembro, com o saldo nos primeiros três pregões do mês positivo em R$3,9 bilhões, o que tem adicionado um sentimento mais favorável às ações brasileiras. Agosto registrou saída líquida, mas os últimos pregões do mês registraram uma trégua nas vendas.

Em paralelo, pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira mostrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL) passou a ter um ponto percentual de vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno, embora o cenário ainda seja de empate técnico entre ambos. Na véspera, pesquisa Quaest também mostrou Lula e Flávio empatados com 41% das intenções de voto em um eventual segundo turno.

“Provavelmente, nós teremos uma disputa eleitoral muito acirrada”, afirmou Willian Queiroz, sócio e advisor da Blue3 Investimentos, destacando que as últimas pesquisas corroboraram a possibilidade de segundo turno na eleição e reacenderam o desejo de mudança. 

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Uma parcela do mercado financeiro entende que uma eventual mudança de governo poderia resultar em uma política fiscal mais austera a partir do próximo ano, o que explica os movimentos mais positivos com notícias que favoreçam a possibilidade de alternância do poder no Palácio do Planalto.

“Os investidores locais e internacionais continuam monitorando de perto os desdobramentos da corrida eleitoral no Brasil, mas, no curto prazo, as sinalizações têm sido absorvidas de maneira construtiva”, acrescentou Nossig.

Também no radar nesta sessão esteve a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada, sob a alegação de que o próprio Mendonça e o advogado-geral da União, Jorge Messias, foram alvos do que chamou de monitoramento ilícito por meio de relatórios de inteligência produzidos pela PF.

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No exterior, o índice acionário norte-americano S&P 500 recuou 0,58%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos Estados Unidos marcava 4,7882% no final da tarde, de 4,784% na sexta-feira. O barril do petróleo sob o contrato Brent renovou uma máxima em várias semanas, após os houthis, apoiados pelo Irã, atacarem instalações de petrolíferas sauditas e Teerã ameaçar os Estados Unidos com uma “guerra econômica”.

Nesta terça-feira, também entrou em vigor a nova composição do Ibovespa, incluindo as ações da construtora Tenda e sem os papéis da PetroReconcavo e da produtora de commodities agrícolas SLC Agrícola.

DESTAQUES

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• PETROBRAS PN avançou 2,08% e PETROBRAS ON fechou com acréscimo de 2,36%, endossadas pela alta do petróleo no mercado internacional, onde o barril sob o contrato Brent encerrou com elevação de 0,95%, a US$97,92. No setor, BRAVA ENERGIA ON subiu 2,07% e PRIO ON valorizou-se 3,01%.

• VALE ON subiu 0,51%, alinhada ao movimento do setor no exterior, em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou o pregão diurno com alta de 1,36%.

• ITAÚ UNIBANCO PN valorizou-se 1,22%, em  meio ao viés mais comprador na B3, com BRADESCO PN avançando 1,79% e BANCO DO BRASIL ON subindo 0,36%, enquanto SANTANDER BRASIL UNIT cedeu 0,13%. BTG PACTUAL UNIT subiu 2,18%. Em amplo relatório sobre o setor, analistas do Bank of América elevaram o preço-alvo de Itaú de R$50 para R$51 e o de BTG Pactual de R$68 para R$70, enquanto reduziram o de Bradesco de R$26 para R$23 e cortaram o de BB de R$21 para R$20. Em paralelo, reiteraram recomendação de compra para Itaú, BTG e Bradesco, assim como classificação “underperform” para BB.

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• AZZAS 2154 ON recuou 3,62%, após cinco sessões seguidas de alta, período em que acumulou uma valorização de 20,7%, impulsionada pelo anúncio de reorganização societária, com separação de suas marcas em três entidades. No final da semana passada, a agência de classificação de risco S&P cortou a nota de crédito da companhia e colocou o rating em observação (creditwatch) com implicações negativas, citando que a cisão impactará o perfil de risco de negócios da empresa devido a menor escala e possível enfraquecimento das métricas de crédito, a depender da alocação dos passivos existentes. A S&P também citou resultados mais fracos no segundo trimestre de 2026 em sua decisão.

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