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O Ibovespa encerrou a última sessão praticamente estável, com leve queda de 0,02%, aos 185.147 pontos. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 183.251 pontos e a máxima de 186.544 pontos, formando um doji no gráfico diário.
Na minha leitura, o candle reflete o equilíbrio de forças entre compradores e vendedores após a sequência de 11 altas. A formação também evidencia perda de impulso no curto prazo, mas ainda não confirma uma reversão. O sinal de alerta ganhará relevância apenas se o índice perder suportes importantes nas próximas sessões.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo a estrutura principal de alta. O afastamento considerável em relação às médias, aliado ao IFR (14) em 76,72 pontos, na região de sobrecompra, indica que o movimento está esticado e deixa espaço para uma realização de lucros.
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Para retomar o avanço, o índice precisa superar a resistência em 185.190/188.895 pontos. Confirmado o rompimento, os próximos objetivos aparecem em 192.890/199.354 pontos. Já o fluxo corretivo ganhará consistência se houver perda da região formada pelas médias e pelos suportes em 178.000/175.360/173.235 pontos. Abaixo dessa faixa, acompanho os 164.835 pontos e, como alvo mais longo, os 161.745 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o cenário exige maior cautela. O Ibovespa encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, sinalizando enfraquecimento da estrutura de curtíssimo prazo, embora o viés principal do gráfico diário ainda permaneça positivo.
Para recuperar o impulso comprador, o índice precisa superar a faixa de resistência em 187.845/188.950 pontos. Caso o rompimento ocorra com volume, projeto como próximos alvos 191.340/192.545 pontos e, posteriormente, 195.280/196.725 pontos.
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Na direção contrária, os suportes imediatos estão em 183.845/179.730 pontos. A perda dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora e levar o índice em direção a 177.155/173.660 pontos. Abaixo desses patamares, o alvo mais longo fica em 171.420/169.330 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (04/09) praticamente estáveis, com leve baixa de 0,05%, aos 187.600 pontos. O movimento representou uma acomodação após as altas recentes.
Em resumo, avalio que o mini-índice atravessa uma fase de acomodação depois da valorização recente. No gráfico de 15 minutos, o fechamento entre as médias móveis de 9 e 21 períodos sinaliza maior equilíbrio entre compradores e vendedores. Nesse intervalo, acompanho como primeiro suporte a faixa de 187.025/185.710 pontos e como resistência imediata a região de 187.775/188.990 pontos. O rompimento de um desses extremos poderá determinar a direção do pregão.
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Nos períodos mais longos, o viés principal continua positivo, mas existem sinais que recomendam cautela. No gráfico diário, o contrato formou um doji e o IFR permanece em sobrecompra. Já no gráfico de 60 minutos, o ativo fechou abaixo das médias de 9 e 21 períodos, embora ainda preserve sua tendência de alta.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (04/09) em alta de 0,46%, aos 5.156 pontos.
Na minha leitura, a alta da última sessão melhorou a configuração de curtíssimo prazo do minidólar, que terminou acima das médias móveis no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho a resistência imediata em 5.161,5/5.171 e o suporte em 5.145/5.129,5. O rompimento da resistência poderá prolongar a recuperação, enquanto a perda do suporte devolverá força aos vendedores.
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O gráfico de 60 minutos também mostra uma melhora no curto prazo, com o contrato acima das médias de 9 e 21 períodos. No diário, entretanto, o ativo ainda permanece abaixo das médias móveis, indicando que a reação positiva precisa ganhar consistência antes de configurar uma reversão mais ampla.

Os contratos futuros de Bitcoin (BITU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão em queda de 2,75%, aos 408.560 pontos.
Pelo gráfico diário, observo que o futuro de Bitcoin retomou o fluxo de baixa e passou a negociar na região delimitada pelas médias móveis de 9, 21 e 200 períodos. A pressão vendedora ganhou força ao longo da sessão, embora o contrato tenha recuperado parte das perdas antes do fechamento. O IFR (14), em 62,94, permanece em região neutra, mas ainda em patamar relativamente elevado, o que mantém a atenção sobre os próximos movimentos.
Para dar continuidade ao fluxo de baixa, o contrato precisa perder a região de 396.420/384.100 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora, com alvos em 369.655/351.920 pontos e, em um movimento mais longo, em 325.795/312.820 pontos.
No sentido contrário, a retomada do fluxo comprador dependerá do rompimento de 420.120/430.895 pontos. Acima dessa região, vejo espaço para o contrato avançar em direção a 457.495/472.840 pontos, tendo como alvo mais distante a faixa de 514.500/583.200 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (08).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.