C&A (CEAB3) salta 5% após novo plano estratégico; veja o que agradou o mercado

Movimento de alta ocorre após a varejista apresentar o “Full Power”, seu novo plano estratégico para o período de 2027 a 2030

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As ações da C&A (CEAB3) lideravam os ganhos do Ibovespa, com alta de 5,48%, a R$ 8,28, por volta das 11h10. O movimento ocorre após a varejista apresentar o “Full Power”, seu novo plano estratégico para o período de 2027 a 2030.

O plano sucede o ciclo “Energia” (2024–2026) e prevê maior produtividade das lojas, retomada da expansão da rede e ampliação das capacidades digitais, de dados e de crédito desenvolvidas pela companhia nos últimos anos.

A XP Investimentos destacou como principais pontos do plano: i) implementação acelerada do novo conceito de loja, com previsão de 60 a 80 novas unidades, principalmente em cidades novas e menores; ii) maior capacidade de reação da cadeia de abastecimento e um novo ciclo de precificação dinâmica como alavancas adicionais para expansão de margens; iii) ganho de escala das operações digitais e uso de inteligência artificial (IA); iv) manutenção do foco do C&A Pay em produtos de marca própria, com possibilidade de adição de produtos adjacentes; e v) aumento dos investimentos (capex), equilibrado por alavancagem controlada e distribuição do caixa remanescente aos acionistas.

Em avaliação da XP Investimentos, a equipe saiu construtiva com a tese de longo prazo da C&A, embora mantenha cautela no curto prazo diante de um cenário macroeconômico mais desafiador e de maior concorrência no varejo.

O Bradesco BBI vê com “bons olhos as ambições realistas da C&A” e o roteiro do programa “Full Power”, cuja viabilidade é sustentada pela forte credibilidade de execução conquistada pela empresa nos últimos anos. Negociando a múltiplos atrativos de 4,5x (P/L) para 2027, o banco considera as ações da companhia baratas demais para serem ignoradas, mantendo recomendação de compra e preço-alvo de R$ 15.

O JPMorgan também avaliou positivamente as iniciativas do novo ciclo estratégico da C&A, destacando o potencial de crescimento com a reforma e abertura de lojas, ganhos de eficiência na cadeia de abastecimento, expansão digital e uso de inteligência artificial.

O banco, porém, demonstrou cautela com a expansão dos produtos financeiros, diante dos riscos de inadimplência observados em outras varejistas.

O JPMorgan mantém recomendação de compra para a ação. Nos níveis atuais, o banco estima que a C&A seja negociada a 4,8 vezes o lucro projetado para 2027, o que implicaria um dividend yield de 10% considerando um payout de 50%.

O banco destaca, porém, que o modelo de alocação de capital apresentado pela companhia abriria espaço para elevar o payout para 100%, o que implicaria um dividend yield de 20%. Na avaliação do JPMorgan, esses níveis oferecem uma margem de segurança significativa caso o cenário de consumo se deteriore de forma mais acentuada em 2027.

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Com diversas iniciativas para impulsionar o aumento das vendas por metro quadrado e as ações sendo negociadas a apenas cerca de 4 vezes o lucro por ação estimado para 2027, o Morgan Stanley reitera recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 18,50.

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Felipe Moreira
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