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Uma enchente repentina atingiu nesta quarta-feira (26) a região montanhosa da fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, deixando mortos, destruindo vilarejos e levando quase 400 viajantes a serem dados como desaparecidos.
Segundo o conselho de turismo do país, 384 viajantes, incluindo 291 estrangeiros, foram dados como desaparecidos. Pelo menos nove mortes foram confirmadas.
Entre os estrangeiros há viajantes da Índia, Austrália, Países Baixos, África do Sul, Reino Unido e Malásia, segundo o levantamento preliminar. As informações ainda estavam sendo verificadas com agências de viagens, guias, autoridades locais e órgãos de segurança.
Imagens divulgadas nesta quarta mostram casas destruídas, carros carregados pela correnteza e uma ponte metálica sendo arrastada pela força das águas.
“Há devastação por toda parte. Os assentamentos próximos ao rio foram completamente destruídos e levados pela água. Cinco parentes meus estão desaparecidos”, disse à Reuters Tula Bahadur BK, profissional de saúde no distrito de Rasuwa.

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Resgates são dificultados pela lama
Rasuwa, distrito montanhoso do Nepal com cerca de 50 mil habitantes, está entre as áreas mais atingidas. Helicópteros enviados para o resgate não conseguiram pousar em localidades afetadas porque o rio Bhote Koshi transbordou e dificultou o acesso.
O administrador distrital Narendra Pariyar alertou moradores das margens do rio a buscar terrenos mais altos.
“Pode haver um grande número de vítimas ou perdas materiais”, afirmou à Reuters.

No Tibete, um deslizamento de terra atingiu uma passagem terrestre entre os dois países. A agência estatal chinesa Xinhua informou que estradas, comunicações e o fornecimento de energia foram interrompidos na região.
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Também há relatos de desaparecidos no condado de Gyirong, incluindo trabalhadores ligados a um projeto hidrelétrico.
O líder chinês Xi Jinping determinou uma operação de busca e resgate em grande escala, segundo a Xinhua. No Nepal, o primeiro-ministro Balendra Shah afirmou que policiais e militares participam dos trabalhos.

A causa da inundação ainda não foi determinada. Uma cheia fatal registrada no mesmo rio no ano passado foi posteriormente associada ao esvaziamento de um lago glacial.
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Os números de mortos e desaparecidos podem ser revisados conforme as equipes consigam acessar as áreas isoladas e as autoridades concluam a checagem dos registros.
Com informações da Reuters