Ibovespa fecha em alta, ajudada por Vale, em dia negativo para petroleiras

Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana

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 O Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira, apoiado principalmente pelo forte avanço da Vale, em pregão com noticiário corporativo intenso, incluindo decisão da Braskem de pedir recuperação extrajudicial e anúncio entre Yduqs e Afya sobre conversas para possível combinação de negócios.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,51%, a 171.906,72 pontos, abandonando a fraqueza dos primeiros negócios, quando recuou a 169.330,39. Na máxima do dia, alcançou 173.109,43 pontos. O volume financeiro somou R$25,33 bilhões.

De acordo com analistas do Itaú BBA, o Ibovespa está em recuperação após as quedas recentes e perto de sair da tendência de baixa. “Porém, até que sejam superados os 173.000 pontos (no fechamento), esse movimento deverá ser interpretado como um repique dentro da tendência principal de baixa”, afirmaram no relatório Diário do Grafista.

A pauta da segunda-feira também incluiu pesquisa BTG/Nexus mostrando que a vantagem numérica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) diminuiu para 1 ponto percentual. Ambos seguem em empate técnico.

Na visão do chefe de alocação de investimentos e sócio da AW Capital, Gabriel Magno, o levantamento apoiou o tom positivo na bolsa paulista, uma vez que corrobora um cenário de eleição mais acirrada.

Queda na última semana

Na última sexta-feira, o Ibovespa avançou 1,85%, a 171.031,73 pontos, acumulando alta de 2,45% na semana.

De acordo com analistas do BB Investimentos, após a performance da última sexta-feira, o índice entrou em uma zona de indefinição com intervalo entre 167 mil e 172 mil pontos.

“A pressão baixista ainda está presente, dado que o patamar de precificação ainda fica abaixo da média móvel de 200 dias. No entanto, no gráfico diário, notamos uma tentativa de rompimento para cima da média móvel exponencial de 21 dias, associada às mudanças de regime da bolsa no curtíssimo prazo”, afirmaram em relatório a clientes com análise gráfica semanal do Ibovespa. 

“O cenário de indefinição ganha novos contornos em meio à volatilidade associada ao período eleitoral e à forte oscilação da curva de juros e do dólar”, acrescentaram. 

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A equipe do BB Investimentos ainda destacou que, com o fluxo estrangeiro ainda sendo o principal vetor tático para o índice, o simpósio do Federal Reserve em Jackson Hole, nesta semana, merece atenção.

O evento, apontaram, deve trazer sinais relevantes sobre a trajetória dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano e, por consequência, sobre o apetite a risco nos demais mercados.

O discurso do chair do Fed, Kevin Warsh, na conferência anual de Jackson Hole está previsto para a sexta-feira.

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Em Wall Street, a semana começava com o S&P 500 cedendo 0,39%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA marcava 4,6981%, de 4,738% na sexta-feira.

Destaques

• VALE ON subiu 2,8%, endossada pelo avanço dos futuros do minério de ferro na China, em meio a novos sinais de estímulo de Pequim e pelas expectativas de uma demanda mais forte antes do pico da temporada de construção, em setembro. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian fechou o pregão do dia com alta de 1,27%. CSN MINERAÇÃO ON avançou 1,19%.

• PETROBRAS PN recuou 2,31%, em dia de queda do petróleo no exterior, tendo ainda como pano de fundo o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem, na qual a petrolífera divide o controle com a IG4 Capital.

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• ITAÚ UNIBANCO PN fechou com acréscimo de 0,34%, em dia positivo para os bancos do Ibovespa. BRADESCO PN subiu 0,18%, BANCO DO BRASIL ON avançou 0,92% e SANTANDER BRASIL UNIT encerrou em alta de 0,34%.

• YDUQS ON disparou 12,83%, após o grupo de educação informar que mantém tratativas “em estágio inicial” com a Afya para uma possível combinação de negócios envolvendo as empresas.

• BRASKEM caiu 6,71% após divulgar que seu conselho de administração aprovou o ajuizamento de pedido de recuperação extrajudicial da petroquímica e de certas controladas para reestruturar dívidas de cerca de US$10,9 bilhões. O plano inclui uma possível capitalização via oferta de ações. Em linha com o regulamento da bolsa, a B3 informou que as ações da companhia serão excluídas de seus índices após o encerramento do pregão regular da terça-feira.

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• USIMINAS PNA saltou 8,7%, tendo no radar nota do colunista Lauro Jardim, de O Globo, de que o acionista controlador Ternium quer fechar o capital da companhia. Procurada pela Reuters, a Ternium não comentou de imediato. CSN ON, que detém ações da Usiminas, avançou 7,72%. Ainda no setor, GERDAU PN perdeu 0,05%.

• SUZANO ON valorizou-se 3%, respaldada por relatório de analistas do Bank of América, que elevaram a recomendação dos papéis para compra ante neutra, bem como o preço-alvo das ações para R$61.

• ONCOCLÍNICAS ON, que não faz parte do Ibovespa, disparou 32,17%, a R$1,52, em sessão na véspera de um julgamento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) de recursos contra o entendimento de área técnica da autarquia sobre a não realização de uma oferta pública de aquisição (OPA) das ações da companhia.