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O Bitcoin (BTC) superou a marca de US$ 70 mil pela primeira vez em mais de dois meses, impulsionado pela bem-sucedida iniciativa do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, para reduzir os rendimentos dos títulos públicos americanos, e por uma reunião que o presidente Donald Trump realizou com líderes da indústria cripto.
O Bitcoin subiu cerca de 4,1%, para mais de US$ 71.900, no maior patamar desde 31 de maio. O token HYPE, associado à corretora descentralizada Hyperliquid, avançou 23% em 24 horas, segundo dados da CoinGecko, depois que Trump indicou que os Estados Unidos avaliam opções para permitir que a plataforma de derivativos opere no país.
O mercado de criptomoedas subiu na esteira dos ativos de risco, após os planos dos EUA de recomprar títulos do Tesouro de prazos mais longos, movimento que inicialmente derrubou os rendimentos dos títulos e levou o dólar à mínima em três meses.
“Quando os rendimentos caem e o dólar se enfraquece, os ativos de risco tendem a subir, e já vimos o Bitcoin reagir em alta à notícia”, disse Jeff Mei, diretor de operações da BTSE.
Rajiv Sawhney, chefe de gestão internacional de portfólio da Wave Digital Assets, afirmou que o controle da curva de juros “foi o segundo maior catalisador de mercado em nossa lista, com potencial para impulsionar uma alta duradoura do Bitcoin”. Segundo ele, o maior catalisador seria uma determinação do governo para comprar Bitcoin destinado a uma reserva nacional.
O movimento desta quinta-feira ocorre na sequência da alta de 7% registrada na quarta-feira, que zerou US$ 1 bilhão em posições vendidas no token em apenas uma hora. Nas últimas 24 horas, mais de US$ 3 bilhões em posições vendidas em criptomoedas foram liquidados, de acordo com dados da CoinGlass.
Outros ativos digitais também subiram nesta quinta-feira. O Ethereum (ETH), segunda maior criptomoeda, avançou até 5,3%, enquanto a Solana (SOL) subiu cerca de 5% e o XRP teve alta superior a 5,5%.
Sentimento vira para o positivo
O sentimento positivo retornou ao mercado cripto na quarta-feira, depois que Trump se reuniu com executivos do setor, incluindo representantes da Coinbase, da Payward e da Blockchain.com. O encontro ajudou a reacender o otimismo em torno do Clarity Act, projeto de lei sobre a estrutura do mercado de criptomoedas que não chegou a ser votado antes do recesso de agosto do Senado.
A legislação está travada devido a uma disputa sobre dispositivos de ética. Trump pediu ao Senado que aprove o projeto, e a expectativa é de que a Casa retome a discussão em meados de setembro.
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Grandes detentores de Bitcoin e investidores institucionais também retornaram ao mercado nesta semana. As chamadas “baleias” adicionaram cerca de US$ 2,75 bilhões em Bitcoin nos últimos 60 dias, enquanto os ETFs de Bitcoin listados nos EUA registraram fortes entradas de recursos entre segunda e quarta. Os 13 ETFs somaram mais de US$ 1 bilhão em captações nesta semana, ante saídas de US$ 389,7 milhões na semana anterior.
“Os dados mais recentes sobre as entradas em ETFs de criptoativos à vista nos EUA são mais uma prova de como a demanda institucional por criptoativos vem crescendo de forma constante”, disse Vladimir Tikhomirov, cofundador da empresa de finanças descentralizadas Algebra.
Os investidores em criptomoedas buscam há meses um piso para o mercado em baixa iniciado em outubro, quando o Bitcoin atingiu o pico acima de US$ 126 mil antes de uma forte queda que se estendeu ao longo deste ano.
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A recente disparada reanimou a atividade no mercado de opções. Dados da Deribit mostram US$ 1,5 bilhão em opções de compra (calls) do Bitcoin com preço de exercício de US$ 70 mil, contratos que pagam caso o ativo suba acima desse patamar. Já as opções de venda (puts) somam US$ 1,4 bilhão com preço de exercício de US$ 60 mil, que pagam caso o Bitcoin caia abaixo desse nível. O equilíbrio entre as duas posições sugere que os investidores estão se posicionando para um cenário de maior volatilidade.
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