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O Ibovespa registra alta no pregão desta terça-feira (18) em alta e, por volta das 11h35 (horário de Brasília), subia 0,30%, a 167.282 pontos. O avanço é puxado por ações ligadas ao segmento petrolífero e de energia, com a Petrobras (PETR3;PETR4) na liderança.
A alta na Bolsa também ocorre após o Ibovespa fechar em baixa por 10 pregões consecutivos, maior série de perdas desde as 13 quedas seguidas de 1º a 17 de agosto de 2023. Até ontem, o Ibovespa acumulava pouco mais de 6% de queda em agosto.
Boa parte das ações do índice, porém, opera praticamente estável, com investidores relutando em fazer grandes ajustes de posição diante da incerteza no cenário eleitoral brasileiro – que afeta as expectativas do mercado para o tamanho do ajuste fiscal em 2027 – e da falta de clareza sobre a evolução das negociações para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã.
Segundo Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, após a forte saída de capital estrangeiro da bolsa nas últimas semanas, faltam elementos que possam dar apoio a uma recuperação do Ibovespa no curto prazo.
“O investidor local não bota muita fé nos ativos no momento”, afirmou Cima. “Aqui especificamente a gente tem um momento em que a volatilidade eleitoral está tomando conta, mesmo que não apareça de forma objetiva”, acrescentou.
Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa segue em tendência de baixa, após o rompimento de suporte em 168.700 pontos, mas a formação de um novo suporte em 164.800 pontos sugere que pode não avançar nas baixas e começar uma recuperação em busca de 173.000 pontos. “Caso o índice supere este patamar, conseguirá abandonar a tendência de baixa e voltará a ficar indefinido”, afirmaram no relatório Diário do Grafista.
Por outro lado, eles afirmaram que, se o cenário de repique não se confirmar e a pressão vendedora persistir, a atenção permanece voltada para o suporte de 164.800 pontos. “A perda desse nível poderá intensificar o movimento de baixa, com potencial de deslocamento até as regiões de 161.700 e 156.300 pontos.”
A Ágora Investimentos vai na mesma linha e aponta que o Ibovespa segue pressionado no curto prazo, mas o preço sugere enfraquecimento da força vendedora na região de 164.700 pontos após uma longa sequência de queda. “Esse comportamento pode abrir espaço para uma reação técnica de pullback, especialmente se o índice sustentar essa faixa. Ainda assim, a leitura segue frágil abaixo das médias curtas”, avalia.
Com a temporada de balanços praticamente encerrada no Brasil, analistas do Citi avaliaram que os resultados do segundo trimestre reforçaram uma crescente desconexão entre os fundamentos das empresas e o desempenho de suas ações no Brasil.
“Embora as companhias do Ibovespa tenham apresentado surpresas positivas agregadas de 1,8% em receitas e 5,3% em lucros, as ações caíram, em média, 1,3% após a divulgação dos resultados, sugerindo que boa parte das notícias favoráveis já estava precificada e foi ofuscada por preocupações macroeconômicas”, afirmaram em relatório a clientes na noite de segunda-feira.
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Eles destacaram que as recentes saídas de capital estrangeiro, as incertezas em torno do ciclo eleitoral de 2026, as expectativas para os juros e os desdobramentos geopolíticos continuam exercendo influência maior sobre o mercado do que os fundamentos específicos das empresas.
No exterior, o barril de petróleo sob o contrato Brent mostrava alta de 0,41%, a US$91,24, com o arrefecimento das perspectivas de um acordo para pôr fim à guerra no Oriente Médio.
O Irã afirmou que adotará uma postura “totalmente ofensiva” e os EUA descartaram a possibilidade de estender o acordo de cessar-fogo, aumentando as preocupações com interrupções prolongadas no fornecimento de energia.
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Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,44%, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro dos EUA subia a 7,7299%, de 4,724% na véspera, em meio a preocupações com a inflação.
DESTAQUES
• VALE ON (VALE3) avançava 0,55%, em dia de alta dos futuros do minério de ferro na China. O contrato mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian (DCIOcv1) registrou alta de 0,85%, para 714 iuanes (US$105,90) por tonelada. No setor, CSN ON (CSNA3) era destaque positivo, com elevação de 1,97%.
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• PETROBRAS PN (PETR4) subia 1,44%, em mais um pregão de alta dos preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, a diretora de Exploração e Produção da petroleira, Sylvia Anjos, afirmou que a companhia vê boas indicações para a qualidade do óleo encontrado na Bacia da Foz do Amazonas, em águas ultraprofundas do Amapá, mas precisará fazer análises no centro de pesquisas para confirmações.
• ITAÚ UNIBANCO PN (ITUB4) subia 0,65%, em dia mais positivo, embora permaneçam as preocupações para o cenário de crédito no país. O banco divulgou na segunda-feira que recebeu autorização preliminar para constituir um banco com licença nacional nos EUA, a ser chamado de Itaú Bank. No setor, BRADESCO PN (BBDC4) avançava 0,31%, mas SANTANDER BRASIL UNIT (SANB11) perdia 0,14% e BANCO DO BRASIL ON (BBAS3) mostrava decréscimo de 0,11%.
• BRASKEM PNA (BRKM5) caía 2,88%, tendo no radar que a joint venture da companhia com o Grupo Idesa do México entrou com um pedido de recuperação judicial nos EUA nesta terça-feira, após chegar a acordos com credores e acionistas para reduzir a dívida em mais de US$920 milhões. A Braskem Idesa afirmou que espera sair do Chapter 11 dentro de 60 a 90 dias, acrescentando que as operações diárias continuarão funcionando normalmente. Na véspera, os papéis da Braskem (BRKM5) subiram 5,5%.
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• XP (XP), que é listada nos EUA, registrava alta de 1,91% no BDR XP (XPBR31) negociado na B3, após reportar na segunda-feira lucro líquido ajustado de R$1,384 bilhão no segundo trimestre, alta de 5% em relação ao mesmo período do ano passado, com expansão de receita e dos ativos totais de clientes. O presidente-executivo da instituição, Thiago Maffra, também afirmou que é uma evolução natural a XP ter um banco nos Estados Unidos em um futuro próximo.
(com Reuters e Estadão Conteúdo)
