Raytheon assina contrato de US$ 22,9 bi para a produção de mísseis Tomahawk

Contrato abrange a produção de mais de 1.000 mísseis Tomahawk e o suporte associado; anúncio veio após notícias sobre queda nos estoques de armas dos EUA

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A Raytheon assinou um contrato de US$ 22,9 bilhões com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para acelerar a produção de mísseis de cruzeiro Tomahawk para a Marinha, num acordo de 7 anos. Segundo a empresa, contrato abrange a produção de mais de 1.000 mísseis Tomahawk e o suporte associado, garantindo um fornecimento estável e previsível para a Marinha americana e aliados.

O anúncio aconteceu em meio ao noticiário de que há hoje um esgotamento dos estoques de armas e munições-chave para a defesa dos EUA, em meio ao recrudescimento do uso de armamentos com a guerra no Oriente Médio. Especialistas têm alertado para uma fase de vulnerabilidade militar do país no futuro devido a essa escassez.

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“O Tomahawk é a arma de ataque mais importante da Marinha, capaz de mirar forças hostis a centenas de milhas de distância sem jamais arriscar a vida de nossos marinheiros”, disse o presidente da Raytheon, Phil Jasper. “Estamos fazendo investimentos significativos em nossa força de trabalho, tecnologia, cadeia de suprimentos e instalações para aumentar drasticamente a capacidade produtiva e atender à demanda crescente”, completou.

O míssil de cruzeiro Tomahawk é uma arma de precisão que é lançada de navios e submarinos, e pode atingir alvos a 1.000 milhas de distância em espaço aéreo fortemente defendido. É rotineiramente o primeiro sistema que os EUA usam para atacar forças hostis, e já foi usado em ambiente operacional mais de 2.300 vezes.

A Raytheon já havia anunciado que estava investindo em instalações de produção do Tomahawk em Tucson, no Arizona. Esse projeto, assim como a expansão da instalação no Alabama, faz parte de um investimento de US$ 2,6 bilhões que a controladora RTX realizou em 2025.

A RTX investiu fortemente nos últimos anos para aumentar a produção de Tomahawk e outras munições críticas, entregando três vezes mais Tomahawks na primeira metade de 2026 em comparação com a primeira metade de 2025.