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A Paramount Skydance pediu uma caução de US$ 1,88 bilhão aos 12 estados americanos que moveram uma ação antitruste para tentar barrar a fusão da empresa com a Warner Bros. Discovery.
A companhia afirmou nesta segunda-feira que a legislação federal exige que os autores da ação “depositem uma caução que cubra os possíveis danos causados pela paralisação de uma transação durante o litígio, para que, caso percam o processo, a parte prejudicada tenha uma fonte de ressarcimento pelos prejuízos provocados”.
A Paramount informou que calculou o valor da caução com base nas taxas máximas previstas no acordo caso a operação não seja concluída até 1º de outubro, além dos custos de financiamento decorrentes do litígio.
“Aqui, cada mês de atraso traz consequências financeiras substanciais e mensuráveis”, afirmou a empresa em comunicado.
A juíza responsável pelo caso, Araceli Martínez-Olguín, já havia recusado em julho o pedido para exigir uma caução dos estados, afirmando que eles demonstraram estar atuando para “proteger importantes interesses públicos”.
O julgamento está marcado para março. Caso a fusão seja concluída após 30 de setembro, a Paramount terá de pagar uma taxa de aproximadamente US$ 650 milhões por trimestre aos acionistas da Warner Bros. até a conclusão da operação.
Na semana passada, a Paramount informou ter obtido aprovação regulatória em 68 jurisdições ao redor do mundo para a aquisição da Warner Bros., avaliada em US$ 110 bilhões.
Embora o Departamento de Justiça dos Estados Unidos já tenha autorizado a operação, um grupo de estados liderado pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, argumenta que a fusão pode prejudicar a distribuição de filmes e programas de televisão, além de resultar em perda de empregos na indústria do entretenimento.
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