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O radar corporativo desta segunda-feira (17) traz o pedido de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3). Além disso, Vibra (VBBR3), Cosan (CSAN3) e mais empresas divulgaram resultados do segundo trimestre.
Vivara diz que fundos sob gestão da Guepardo Investimentos compraram ações.
Já a Ecorodovias (ECOR3) aprova emissão de debêntures no valor de R$ 1,03 bilhão.
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprova pagamento de R$ 350 milhões em proventos.
Confira mais destaques:
Casas Bahia (BHIA3)
A Casas Bahia registrou um prejuízo de mais de R$10 bilhões no segundo trimestre, citando impacto de um plano de redimensionamento de sua operação que incluiu o fechamento de 298 lojas para lidar com o momento mais desafiador para o setor, enquanto não descartou novo pedido de recuperação extrajudicial ou judicial.
A Casas Bahia (BHIA3) divulgou seu balanço na madrugada desde domingo (16), após dois adiamentos. A companhia apresentou prejuízo líquido de R$ 10 bilhões no trimestre. Um ano atrás, o prejuízo sem ajustes ficou equivalente ao ajustado, em R$ 555 milhões. O resultado foi impactado por R$ 9,1 bilhões em efeitos contábeis não recorrentes.
Com ajustes, o prejuízo líquido ficou em R$ 978 milhões, com recuo de 76,2% em relação aos R$ 555 milhões negativos registrado um ano antes.
Oncoclínicas (ONCO3)
A Oncoclínicas (ONCO3) divulgou seus resultados do segundo trimestre de 2026 na noite desta sexta-feira (14). A companhia aumentou prejuízo líquido para R$ 475,7 milhões, após perda de R$ 142,3 um ano antes.
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Boa Safra (SOJA3)
A Boa Safra registrou lucro líquido de R$ 2,7 milhões no segundo trimestre de 2026, revertendo prejuízo de R$ 2,7 milhões em igual período do ano passado, em base comparável. A receita operacional líquida cresceu 23%, para R$ 124,7 milhões, enquanto o Ebitda ajustado saltou 504%, de R$ 4,6 milhões para R$ 27,7 milhões. A margem Ebitda ajustada passou de 4% para 22%.
O lucro bruto aumentou 83%, para R$ 69,7 milhões, e a margem bruta avançou de 38% para 56%. A companhia atribuiu a melhora à combinação entre custos mais favoráveis e maior participação de negócios além das sementes de soja, que vêm reduzindo a forte sazonalidade dos resultados.
Marisa (AMAR3)
A Marisa (AMAR3) encerrou o segundo trimestre de 2026 com prejuízo líquido de R$ 68,375 milhões. Neste mesmo período do ano anterior, a companhia havia registrado lucro de R$ 2,106 milhões.
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O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) pré-IFRS16, subiu 89,9% no trimestre, alcançando mais de R$ 36 milhões. A margem Ebitda também ganhou 4,5 pontos percentuais, indo a 9,3% no período.
Cosan (CSAN3)
A Cosan (CSAN3) encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com prejuízo líquido atribuível aos acionistas controladores de R$ 320 milhões, uma melhora de 66% em relação às perdas de R$ 946 milhões registradas no mesmo período do ano passado.
O resultado foi beneficiado pela redução das despesas financeiras, pela melhora da equivalência patrimonial das investidas e pela queda das despesas corporativas, apesar do impacto negativo de um impairment relacionado ao Terminal de Uso Privado (TUP) Porto São Luís.
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Vibra (VBBR3)
A Vibra (VBBR3) reportou um segundo trimestre de 2026 acima das expectativas do mercado, impulsionada pela expansão das margens nos negócios de distribuição de combustíveis e pela forte geração de caixa.
O lucro líquido foi de R$ 2,35 bilhões, avanço anual de 705% (ou cerca de 8 vezes); já em termos ajustados, o lucro somou R$ 2,29 bilhões entre abril e junho, salto de 365% em relação aos R$ 493 milhões registrados no mesmo período de 2025. O resultado também superou a estimativa média de analistas compilada pela LSEG/IBES, de R$ 2,1 bilhões.
Grupo Toky (TOKY3)
O Grupo Toky (TOKY3), holding que controla as varejistas de móveis e decoração Mobly e Tok&Stok, registrou prejuízo líquido consolidado de R$ 232,7 milhões no segundo trimestre de 2026, aumentando o prejuízo de R$ 88,8 milhões apurado um ano antes.
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Vivara (VIVA3)
A Vivara divulgou neste sábado que recebeu correspondência da Guepardo Investimentos informando sobre a aquisição de ações da rede de joalherias por fundos, carteiras e clubes sob sua gestão, que passaram a deter em conjunto 12.854.800 papéis ordinários, representativos de 5,44% do capital social da companhia.
Dotz (DOTZ3)
O Clube de Investimento Valore elevou sua participação na Dotz para 775 mil ações ordinárias, equivalentes a 5,85% do capital da companhia, após compras realizadas entre maio e agosto.
Tecnisa (TCSA3)
A B3 notificou a Tecnisa após as ações permanecerem cotadas abaixo de R$ 1 desde 18 de junho. Caso o papel não volte a superar esse nível de forma consistente até 31 de agosto, a companhia deverá propor uma assembleia para deliberar sobre o grupamento de ações.
Ambipar (AMBP3)
A Ambipar adiou a divulgação das informações financeiras do 2º trimestre de 2026, inicialmente prevista para 14 de agosto. A companhia atribuiu o atraso, principalmente, aos impactos do processo de recuperação judicial sobre a elaboração e conclusão das demonstrações financeiras.
Smart Fit (SMFT3)
Fundos geridos pela SPX Gestão de Recursos atingiram participação de aproximadamente 5,11% na Smart Fit, com a aquisição de 31,5 milhões de ações ordinárias.
Azevedo & Travassos (AZEV3)
A companhia informou que foram implementadas as principais condições para a assinatura do contrato de concessão rodoviária da Rota Mogiana. O projeto prevê mais de R$ 9,4 bilhões em investimentos ao longo de 30 anos.
Cosan (CSAN3)
A Cosan aprovou mudanças na diretoria e convocou uma assembleia geral extraordinária para discutir a simplificação da estrutura organizacional e uma reestruturação societária envolvendo a Radar II, que será cindida e terá seu patrimônio incorporado pela Cosan e pela Mansilla.
Petrobras (PETR4)
A Petrobras recebeu R$ 536,7 milhões em novas parcelas do Programa de Subvenção Econômica da gasolina e do GLP. Os pagamentos correspondem à comercialização de gasolina e à importação de GLP realizadas entre abril e junho. Com os novos repasses, o total acumulado recebido pela companhia chega a cerca de R$ 6,9 bilhões.
Telefônica Brasil (VIVT3)
A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, aprovou a distribuição de R$ 350 milhões em juros sobre capital próprio (JCP), com retenção de 17,5% de Imposto de Renda, resultando em R$ 288,75 milhões líquidos.
Ecorodovias (ECOR3)
O Conselho de Administração da Ecorodovias (ECOR3) aprovou a 17ª emissão de debêntures simples não conversíveis em ações, da espécie quirografária, em série única, no valor de R$ 1,03 bilhão.