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DUBAI, 13 Ago (Reuters) – O Estreito de Ormuz está “sob o controle e a gestão do Irã”, afirmou nesta quinta-feira o chefe da unidade paramilitar iraniana Basij, Hossein Taeb, um dia depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os EUA tinham “controle total” sobre a via navegável estratégica.
Taeb disse que os Estados Unidos tentaram minar o que ele descreveu como a popularidade da República Islâmica na região, iniciando mais uma guerra no Estreito de Ormuz, mas foram mais uma vez derrotados, apesar de alegarem que o Irã não possui nem força aérea nem marinha.
“Hoje vocês veem que o Estreito de Ormuz está sob a gestão e o controle da República Islâmica”, declarou Taeb, segundo a agência de notícias semioficial Fars, acrescentando que o Irã continua seguindo seu curso com total segurança.
Após o início da guerra, deflagrada por ataques dos EUA e de Israel contra o Irã em 28 de fevereiro, Teerã praticamente fechou o estreito, por onde anteriormente transitava um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito do mundo.
Posteriormente, os EUA impuseram um bloqueio naval à navegação e aos portos iranianos, ao mesmo tempo em que afirmavam que protegeriam a liberdade de navegação para embarcações que se dirigissem a portos não iranianos ou deles partissem.
Em junho, os dois países chegaram a um acordo provisório que estabelecia um cessar-fogo permanente e exigia o rápido restabelecimento da liberdade de navegação no Golfo.
O acordo fracassou poucas semanas depois, quando o Irã retomou ataques limitados a embarcações que, segundo o país, navegavam em desacordo com os termos do pacto; isso levou os EUA a reiniciarem ataques contra províncias do sul do Irã — ações que Washington descreveu como destinadas a reduzir a capacidade de Teerã de atacar embarcações no Golfo.
Também nesta quinta-feira, a autoridade militar e política de alto escalão Rasoul Sanaei-Rad declarou que o Irã não reabriria o estreito a menos que a outra parte cumprisse seus compromissos previstos no acordo provisório, acrescentando que a reabertura da via navegável não é algo que os EUA possam realizar unilateralmente, segundo a agência de notícias Fars.
Sanaei-Rad alertou ainda que o Irã responderia com maior contundência em qualquer conflito futuro, afirmando: ‘Em uma possível guerra futura, adotaremos uma postura mais firme e ofensiva’.
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