Eneva (ENEV3) tem queda de 91,4% no lucro líquido do 2º tri, para R$ 31 milhões

Margem Ebitda recuou 16,3 pontos percentuais no período

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A Eneva (ENEV3) reportou uma queda de 91,4% no lucro líquido do segundo trimestre de 2026. Ao final do período, o lucro chegou a R$ 31 milhões, contra os R$ 364,5 milhões do mesmo período no ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) consolidado recuou 25,8% ao ano, chegando a R$ 1,2 bilhão.

A margem Ebitda caiu 16,3 pontos porcentuais, para 31,2%.

De acordo com a administração, a queda reflete, principalmente, o encerramento dos contratos regulados do Procedimento Competitivo Simplificado de 2021 e da desconsolidação do resultado da UTE Pecém II, no âmbito do processo de venda do ativo.

O resultado financeiro líquido totalizou queda de R$ 636,9 milhões no 2º tri, uma piora de R$ 385,1 milhões em relação ao mesmo período de 2025.

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De abril a junho, a receita operacional líquida da Eneva somou R$ 3,976 bilhões, alta de 13,1% ante um ano. No entanto, os custos operacionais subiram 41,4% no mesmo período e alcançaram 41,4%, para R$ 2,47 bilhões.

A  empresa registrou despesas financeiras líquidas de R$ 636,9 milhões, uma piora frente os R$ 251,8 milhões anotados um ano antes.

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A Eneva encerrou junho com dívida líquida consolidada de R$ 19,8 bilhões, frente a R$ 18,5 bilhões anotados no primeiro trimestre. A alavancagem, medida pela relação dívida líquida por Ebitda ficou em 3,2 vezes, ante 2,8 vezes três meses antes.

Já os investimentos somaram R$ 1,59 bilhão entre abril e junho, dos quais 86,9% foram destinados aos principais projetos da Companhia e ao desenvolvimento no Upstream. Somente nos projetos vencedores do último leilão de reserva de capacidade (LRCap) realizado em março, foram desembolsados R$ 616,3 milhões, dos quais R$ 527,0 milhões foram destinados à aquisição de turbinas.

(com Reuters)

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Erick Souza
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