Publicidade
O Ibovespa encerrou a última sessão em queda de 0,19%, aos 172.179 pontos, acumulando o quinto recuo consecutivo. Durante o pregão, o índice oscilou entre a mínima de 171.524 pontos e a máxima de 172.935 pontos. Na minha leitura, apesar da desaceleração das perdas na comparação com a sessão anterior, a sequência negativa mantém a pressão vendedora e reforça o risco de continuidade da baixa.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que mantém o cenário técnico desfavorável. Para reverter esse quadro, considero necessária a entrada de força compradora capaz de superar a região das médias e a resistência em 175.515/178.720 pontos. Acima dessa faixa, os próximos objetivos estarão em 181.560/187.780/192.890 pontos.
Na direção contrária, acompanho o suporte imediato em 172.130 pontos, nível que chegou a ser perdido durante a sessão, mas foi recuperado no fechamento. Uma confirmação abaixo dessa região poderá ampliar o fluxo vendedor e levar o índice em direção a 169.665/167.695 pontos, com um alvo mais longo em 164.780/161.745 pontos. O IFR (14) está em 42,31, permanecendo em região neutra.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, o Ibovespa também encerrou abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, reforçando o viés baixista no curto prazo.
Para ensaiar uma recuperação, acompanho o rompimento da resistência em 173.885/174.820 pontos. Caso essa faixa seja superada com entrada de fluxo comprador, os próximos alvos estarão em 179.350/180.940 pontos e, posteriormente, em 182.870/185.585 pontos.
Para dar continuidade à queda, o índice precisa perder o suporte em 171.520/169.665 pontos. Um rompimento acompanhado de aumento do volume vendedor poderá acelerar o movimento em direção a 167.650/166.295 pontos, com um objetivo mais longo na região de 164.090/163.570 pontos.
Continua depois da publicidade

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão (10/08) em queda de 0,23%, aos 172.250 pontos, completando o sexto recuo consecutivo.
O mini-índice permanece pressionado após registrar a sexta baixa seguida e encerrar a última sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. A perda do primeiro suporte em 172.245/171.935 pontos poderá intensificar o fluxo vendedor, enquanto a superação da resistência em 172.835/173.700 pontos será necessária para iniciar uma recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o contrato também terminou abaixo das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, mantendo o cenário técnico fragilizado. A reação diante dos níveis mais próximos deverá indicar se a pressão vendedora ganhará continuidade ou se haverá espaço para um repique comprador.
Continua depois da publicidade

Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (10/08) em alta de 0,45%, aos 5.133 pontos.
Na minha leitura, o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo, mas perdeu força no fim do pregão e terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para esta terça-feira, considero o rompimento da resistência em 5.136/5.145 pontos necessário para a continuidade da alta, enquanto a perda do suporte em 5.132/5.122 pontos poderá devolver o controle aos vendedores.
Já no gráfico de 60 minutos, a configuração é mais favorável aos compradores, com o ativo negociando acima das médias de 9 e 21 períodos, mas ainda dependente do rompimento das resistências para ampliar o movimento positivo.
Continua depois da publicidade

Os contratos futuros de Bitcoin (BITQ26), com vencimento em agosto, encerraram a última sessão em queda de 2,32%, aos 327.360 pontos.
No gráfico diário, observo que o BITQ26 retomou o fluxo de baixa, mas ainda permanece dentro do movimento lateral registrado nas últimas sessões. O contrato negocia abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, embora próximo delas, configuração que mantém o cenário de curto prazo pressionado e exige atenção aos próximos movimentos.
O IFR (14) está em 44,69 pontos, dentro da região neutra e sem indicar condições de sobrecompra ou sobrevenda.
Continua depois da publicidade
Para dar continuidade ao movimento baixista, considero necessária a perda do suporte em 321.040/308.250 pontos. O rompimento dessa faixa poderá ampliar a pressão vendedora e abrir espaço para uma correção em direção a 297.350/267.590 pontos e, em um movimento mais prolongado, a 256.920/247.770 pontos.
No campo positivo, uma retomada da alta dependerá do rompimento da resistência em 346.790/360.400 pontos. Acima dessa região, o fluxo comprador poderá ganhar força para buscar 387.205/405.500 pontos, com alvo mais longo em 424.610/450.815 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (11).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.