Terremoto na Colômbia foi sentido no Equador, Panamá, Venezuela e até em Manaus

Em Manaus, houve relatos de objetos balançando em prédios no momento dos tremores na Colômbia; também houve relatos em cidades na fronteira com a Venezuela, que sofreu com um sismo duplo há dois meses

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O forte terremoto e as réplicas de menor intensidade que atingiram a Colômbia na manhã desta segunda-feira (10) foi sentido em outros países, como Venezuela, Equador e Panamá, além de localidades na região Norte do Brasil, como cidades do Amazonas e do Pará.

Segundo o Serviço Geológico Colombiano (SGC), às 7h34 ocorreu um tremor de magnitude 7,4, a 88 quilômetros de profundidade, o mais intenso das últimas décadas no país. O epicentro se deu em San José del Palmar, província de Chocó, região atingida por outro forte terremoto em novembro de 1979, com magnitude 7.2.

Hoje, houve duas réplicas, de 2,8 e de 4,8 graus, que também foram sentidas em outros países.

(Fonte: SGC)

Duas das cidades com maiores relatos de danos na Colômbia foram Manizales e Pereyra.

Outros países sentiram

No Brasil, circularam vídeos em redes sociais de moradores de prédios mostrando objetos como lustres balançando nos momentos dos tremores e o Copo de Bombeiros relatou diversas chamadas recebidas de pessoas assustadas.

Na conta do X do Instituto Geofísico do Equador, ouve vários relatos de usuários comentando terem sentido o sismo em cidades como a capital Quito, Sangolquí, Chone, Guayaquil, Otavalo, Portoviejo e Atuntaqui, entre outras.

O diretor do Instituto de Geociências da Universidade do Panamá, Néstor Luque, informou que foram registradas várias réplicas no país após o forte tremor na Colômbia. “Este evento, devido à sua magnitude, gerou um par de réplicas que já foram determinadas. (…) Pela profundidade deste evento, as ondas viajaram para diferentes lugares na cidade do Panamá. Quando é profundo, estas ondas viajam muito longe, por isso foi sentido até Chiriquí”, escreveu na rede X.

As autoridades venezuelanas ativaram os protocolos de emergência nos estados fronteiriços de Táchira e Zulia, embora tenham garantido que não havia registo de vítimas, nem de danos graves do lado venezuelano.

“Até este momento, a Defesa Civil está fazendo a avaliação e recebendo relatórios sobre as infraestruturas no estado, sem qualquer gravidade por enquanto, muito menos danos humanos a lamentar”, disse o governador de Táchira, Freddy Bernal, na rede social X. O governador de Zulia, Luis Caldera, emitiu um comunicado no mesmo tom.

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A Venezuela ainda está sofrendo as consequências de um duplo tremor, de magnitudes 7,2 e 7,5, que atingiu o país há quase dois meses, em 24 de junho, matando pelo menos 6.125 pessoas, segundo os últimos dados oficiais. Ao menos 190 edifícios colapsaram e 856 sofreram danos.

O Presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, que tomou posse na última sexta-feira, convocou um gabinete de crise para lidar com os danos causados pelo terremoto e anunciou que irá viajar para Pereyra, uma das cidades mais afetadas para acompanhar os trabalhos no terreno.

As autoridades locais confirmaram que pelo menos 22 pessoas morreram em Pereyra e outras duas em Manizales, mas teme-se que o número de vítimas possa aumentar nas próximas horas.