BC estuda conectar Pix a sistemas de pagamento de outros países

Anúncio ocorre em meio a ataques dos EUA ao modelo brasileiro, que levaram a tarifa de 25% sobre produtos do Brasil

Sede do Banco Central em Brasília
 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado
Sede do Banco Central em Brasília 17 de dezembro de 2024. REUTERS/Adriano Machado

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O Banco Central afirmou nesta segunda-feira que ‌avalia a interligação do Pix com sistemas de pagamentos instantâneos de outros países, argumentando ‌que a iniciativa geraria maior eficiência e menor custo de transações, em meio a ataques do governo dos Estados Unidos contra o modelo brasileiro.

A medida seria um passo ⁠adicional ‌em relação ao monitoramento já feito ⁠atualmente pelo BC de transações feitas com Pix em outros países a partir de parcerias entre instituições financeiras privadas do Brasil e estrangeiras.

“Estão em discussão tanto ​interligações bilaterais como a participação em ‘hubs’ multilaterais. Essas interligações permitiriam a realização de remessas ​internacionais e de transações de compra com disponibilização dos recursos em moeda local em poucos segundos”, afirmou a autarquia em seu relatório de gestão do Pix.

No ‌último relatório do tipo, publicado ​em 2023, a autoridade monetária afirmava apenas que o Pix poderia ‘permitir, no futuro, a integração com sistemas de ⁠pagamentos ​instantâneos internacionais’, sem ​entrar em detalhes.

O sistema brasileiro de pagamentos instantâneos entrou ⁠recentemente no alvo dos ​Estados Unidos, que implementou uma tarifa de 25% sobre a importação de uma série de ​produtos do Brasil para combater o que chamou de práticas comerciais desleais, ​citando entre elas ⁠o Pix.

No relatório desta segunda-feira, o BC argumentou que ⁠a interligação de sistemas de pagamentos instantâneos tem o potencial de diminuir tarifas, aumentar velocidade, ampliar acesso e melhorar a transparência de transações transfronteiriças.