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7 Ago (Reuters) – Os houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, lançaram mísseis balísticos e drones contra campos de deslocados e bairros residenciais na cidade de Marib nesta sexta-feira, matando duas pessoas e ferindo outras 14, informou a agência de notícias estatal Saba, citando autoridades locais.
Os houthis afirmaram ter atacado, com mísseis e drones, forças apoiadas pela Arábia Saudita, depósitos, veículos e equipamentos militares no acampamento de Sahn al-Jinn, na cidade. A Reuters não conseguiu verificar de forma independente as alegações de nenhum dos lados.

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Os ataques ocorreram um dia depois que pelo menos 30 soldados do governo iemenita foram mortos em ataques a acampamentos militares nas províncias de Marib e Hadramawt, segundo fontes governamentais, em uma das escaladas mais mortíferas dos últimos meses.
Os houthis também assumiram a responsabilidade pelos ataques de quinta-feira, afirmando que atacaram posições militares sauditas nas duas províncias após detectarem o que descreveram como um grande reforço militar saudita antes de uma escalada contra áreas sob seu controle.
O enviado especial da ONU para o Iêmen, Hans Grundberg, afirmou nesta sexta-feira que os últimos ataques em Marib e Hadramawt, juntamente com novos ataques à navegação comercial no Mar Vermelho e no Golfo de Áden, colocaram o Iêmen em seu maior risco de um novo conflito em grande escala desde a trégua mediada pela ONU em abril de 2022.
Ele instou todas as partes a exercerem a máxima moderação e a participarem das negociações lideradas pela ONU, alertando que a violência corria o risco de arrastar o Iêmen para um confronto regional mais amplo.
Os houthis declararam um bloqueio naval contra a Arábia Saudita no Mar Vermelho no mês passado, em resposta ao que descreveram como um cerco saudita ao Iêmen — alegação que Riad nega.
A Arábia Saudita lidera uma coalizão militar que apoia o governo internacionalmente reconhecido do Iêmen desde 2015, após os houthis terem tomado a capital, Sanaa, em 2014. A guerra devastou o Iêmen e desencadeou uma das piores crises humanitárias do mundo.