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O Magazine Luiza (MGLU3) reportou resultados fracos no segundo trimestre de 2026 (2T26), refletindo a combinação de juros elevados, demanda enfraquecida e forte concorrência no comércio eletrônico. Às 12h47 (horário de Brasília), MGLU3 caía 7%, a R$ 4,25, nesta sexta-feira (7), entre as maiores baixas do Ibovespa.
Apesar disso, a companhia conseguiu preservar a rentabilidade graças ao desempenho das lojas físicas e ao avanço da vertical de serviços financeiros.
A receita líquida caiu 2,6% na comparação anual, para cerca de R$ 8,9 bilhões, enquanto o GMV (volume bruto de mercadorias) total recuou 5%. O principal ponto de pressão continuou sendo o canal online, cujo GMV caiu cerca de 12%, com retrações tanto no modelo 1P quanto no marketplace (3P). Em contrapartida, as lojas físicas registraram crescimento de 10% nas vendas e avanço de 9,7% nas vendas mesmas lojas (SSS), beneficiadas pela demanda ligada à Copa do Mundo, especialmente na categoria de televisores.
Segundo XP, Bradesco BBI, Itaú BBA e Morgan Stanley, o ambiente competitivo segue bastante desafiador para o e-commerce, enquanto o consumo de bens duráveis permanece pressionado pelo custo elevado do crédito. A XP destacou que o repasse do aumento dos custos de componentes eletrônicos para os preços finais também afetou a demanda online.
Apesar da queda das vendas, a margem bruta permaneceu praticamente estável em 30,6%, sustentada pelo melhor desempenho das lojas físicas, pela maior contribuição do CDC e pelo controle de despesas. O Ebitda ajustado ficou próximo de R$ 709 milhões, com margem de 8%, em linha com o ano anterior e ligeiramente acima das expectativas de mercado.
O lucro, porém, continuou pressionado pelas despesas financeiras. A companhia registrou prejuízo líquido ajustado entre R$ 50 milhões e R$ 73 milhões, dependendo da metodologia utilizada pelos bancos, resultado impactado pelos juros elevados e pelos custos relacionados à antecipação de recebíveis.
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Entre os pontos positivos apontados pelos analistas está o desempenho da Luizacred, que registrou lucro de R$ 135 milhões e ROE de 23,5%, além da conclusão da migração da operação de CDC para a MagaluPay SCFI, movimento que deve melhorar gradualmente a rentabilidade da área financeira.
Outro destaque foi a parceria com a Amazon, que entrou em operação em meados de junho. A administração acredita que a iniciativa poderá ajudar a impulsionar as vendas online no segundo semestre, enquanto novas parcerias também devem ser anunciadas nos próximos meses.
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A avaliação dos analistas permanece cautelosa. XP e Goldman Sachs mantêm recomendação neutra para os papéis, enquanto JPMorgan e Morgan Stanley seguem mais conservadores. Na visão das instituições, a resiliência das lojas físicas ainda não é suficiente para compensar a fraqueza do comércio eletrônico e os efeitos do ambiente macroeconômico adverso sobre o consumo e a rentabilidade da companhia.
