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A Petrobras (PETR3;PETR4) divulgou resultado do segundo trimestre de 2026 (2T26) nesta quinta-feira (6). A petroleira apurou lucro líquido de R$ 52,44 bilhões, com alta de 96,8% na comparação trimestral. A expectativa de analistas era de R$ 44,69 bilhões, superada com folga.
Destaques do balanço
- Lucro líquido – R$ 52,4 bilhões – projeção LSEG: R$ 44,7 bilhões
- Ebitda ajustado – R$ 93,8 bilhões – projeção LSEG: R$ 90,1 bilhões
- Receita de vendas – R$ 169,5 bilhões – projeção LSEG: R$ 160,4 bilhões
O lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em R$ 93,8 bilhões, com alta de 79,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Sem eventos exclusivos, o Ebitda teria ficado ainda maior, em R$ 100,6 bilhões.
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Já a receita de vendas ficou em R$ 169,5 bilhões, com alta de 42,3% na comparação com o segundo trimestre de 2025. Uma das principais métricas acompanhadas por analistas e investidores sobre a Petrobras, o fluxo de caixa livre dobrou e ficou em R$ 38,6 bilhões. No período, o preço médio do barril Brent foi de US$ 104,52, contra os US$ 67,82 praticados no 2º tri de 2025.
O fluxo de caixa operacional (FCO) alcançou R$61,8 bilhões, um crescimento de 46% em 12 meses. A petroleira ressaltou, entretanto, que o FCO foi negativamente impactado pelo efeito do capital de giro em R$15,8 bilhões, principalmente em decorrência do aumento das contas a receber, incluindo os valores referentes ao programa de subvenção de combustíveis (R$9,7 bilhões), e da redução da conta de fornecedores (R$3,9 bilhões).
Despesa tributária
Para além do avanço do valor do barril, a petroleira afirma que o avanço do ramp-up dos sistemas, a entrada em operação da P-79 e ganhos de eficiência trouxeram ganho de 3,4% na produção total. Além disso, a petroleira também citou aumento da produção, com maior exportação, e realização de exportações que já estavam em andamento no 1º trimestre de 2026 como razões para a alta do Ebitda ajustado.
“Os recordes operacionais que alcançamos neste segundo trimestre nos levaram a um dos maiores resultados financeiros trimestrais da série histórica da Petrobras. O aumento do volume de produção de óleo e de derivados, combinado ao Brent mais alto, fortaleceu nossa geração de caixa”, afirmou o diretor financeiro, Fernando Melgarejo, no relatório.
O resultado, entretanto, foi impactado por um aumento da despesa tributária, especialmente por maiores despesas com o imposto de exportação de petróleo, e pelo menor ganho com variação cambial, em função da menor valorização do real frente ao dólar, segundo a Petrobras.
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A companhia somou um total de R$ 4,87 bilhões pagos no trimestre em imposto de exportação, criado pelo governo federal como parte de iniciativas que tiveram como objetivo evitar impactos da volatilidade dos preços internacionais do petróleo no mercado doméstico de combustíveis.
Sem eventos exclusivos, o lucro líquido alcançou R$ 55,8 bilhões, com aumento de 140,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Nos primeiros seis meses do ano, os investimentos totalizaram US$ 10,4 bilhões, representando um aumento de 22,5% em relação ao mesmo período do ano anterior. No 2T26, os investimentos somaram US$ 5,3 bilhões, um aumento de 3,8% em comparação com o 1T26.
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Em 30/06/2026, a dívida bruta alcançou US$ 70,8 bilhões, representando uma redução de 0,6% em relação a 31/03/2026. No mesmo período, a dívida financeira recuou 6,2%, principalmente em função de pré-pagamentos realizados ao longo 2T26.
O prazo médio da dívida aumentou de 11,3 anos em 31/03/2026 para 11,9 anos em 30/06/2026, enquanto o custo médio permaneceu estável em 6,8% a.a. no mesmo período.
Projeções de analistas
Os analistas esperavam que a Petrobras apresentasse um segundo trimestre forte, impulsionado principalmente pela combinação de maior produção de petróleo, avanço dos projetos do pré-sal e preços mais altos da commodity no período.
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O Itaú BBA projetava um Ebitda de US$ 18,4 bilhões, alta de 54% em relação ao trimestre anterior, sustentado pelo aumento de 24% no preço do petróleo, pela expansão da produção e pelo melhor desempenho das vendas de combustíveis no mercado doméstico. O BB Investimentos também destacava o forte desempenho operacional, com recordes no campo de Búzios, ganhos de eficiência e crescimento das operações de refino e exportação.
Na mesma linha, o Bradesco BBI avaliava que a companhia deveria registrar mais um trimestre robusto, beneficiada pelo avanço da produção para 2,689 milhões de barris por dia, maior utilização das refinarias e redução das importações de diesel.
As estimativas para o Ebitda variavam entre US$ 18 bilhões e US$ 19 bilhões, enquanto os dividendos esperados giravam em torno de US$ 3 bilhões. O Itaú BBA calculava uma distribuição de US$ 3,1 bilhões, equivalente a um dividend yield de aproximadamente 3%, reforçando a expectativa de forte geração de caixa e manutenção da atratividade da Petrobras para os acionistas.
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(com Reuters)
