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Dólar hoje se descola do exterior e cai após decisão do Copom e alta do petróleo

Investidores avaliam o comunicado do Banco Central, que não trouxe indicação clara sobre os próximos passos da política monetária, mantendo as apostas para a Selic em aberto

Um funcionário conta notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Nova Délhi, Índia, no sábado, 30 de agosto de 2025. Fotógrafo: Prakash Singh/Bloomberg
Um funcionário conta notas de dólar americano em uma casa de câmbio em Nova Délhi, Índia, no sábado, 30 de agosto de 2025. Fotógrafo: Prakash Singh/Bloomberg

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O dólar tem queda nesta quinta-feira (6), em um pregão marcado pela repercussão da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic para 14% ao ano, e pela continuidade do foco no cenário internacional.

Apesar da leve valorização da moeda norte-americana no exterior, o real apresenta desempenho superior ao de seus pares, apoiado pela alta dos preços do petróleo.

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Qual é a cotação do dólar hoje?

Às 14h50, o dólar à vista opera com variação negativa de 0,52%, aos R$ 5,102 na venda. O dólar futuro para setembro — atualmente o mais líquido — caía 0,39% na B3, aos R$ 5,132.

Dólar comercial

O que acontece com dólar?

O índice DXY avançava discretamente, enquanto os rendimentos dos Treasuries de curto prazo também subiam, em meio à manutenção das apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) poderá elevar os juros ainda neste ano. Reportagem do Financial Times informou que o presidente da instituição, Kevin Warsh, estaria disposto a aumentar a taxa na reunião de setembro caso os próximos indicadores de inflação surpreendam para cima.

Nos Estados Unidos, os pedidos semanais de auxílio-desemprego vieram abaixo do esperado, enquanto o custo unitário da mão de obra desacelerou mais do que o previsto no segundo trimestre. Os indicadores, porém, tiveram impacto limitado sobre os ativos, com investidores mantendo o foco no relatório oficial de emprego (payroll), que será divulgado nesta sexta-feira.

No mercado de commodities, os contratos futuros do petróleo ampliaram os ganhos. O Brent avançava mais de 2%, acima de US$ 81 por barril, após novas ameaças do Iêmen contra a Arábia Saudita elevarem as preocupações com o tráfego de navios no Mar Vermelho.

No Brasil, investidores seguem interpretando o comunicado do Copom. Embora o corte de 0,25 ponto porcentual tenha sido amplamente esperado, o Banco Central evitou sinalizar os próximos passos da política monetária.

Ontem, o dólar à vista encerrou praticamente estável, em queda de 0,05%, cotado a R$ 5,1282, após oscilar entre R$ 5,0989 e R$ 5,1342.

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Mesmo em um ambiente de enfraquecimento global da moeda americana, operadores atribuíram a limitação dos ganhos do real à cautela com o cenário doméstico, especialmente em relação ao Copom e às perspectivas fiscais e eleitorais.

(Com Reuters e Estadão Conteúdo)