Petróleo Brent recua com avanço de acordo entre Irã e Omã sobre Estreito de Ormuz

Segundo o acordo inicial, os barcos entrariam no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e sairiam por uma rota controlada por Omã

Agências de notícias

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Os preços do petróleo caíam nesta quarta-feira (5) após notícias de que Estados Unidos, Irã e Omã estariam avançando em um acordo para administrar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz.

O petróleo Brent, referência internacional, recuava 0,16%, para US$ 79,23 por barril. Já os contratos futuros do West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, operavam em queda de 0,57%, a US$ 75,35 por barril.

O Irã e Omã avançaram para um acordo de reabertura do Estreito de Ormuz, conforme informaram funcionários regionais na terça-feira, 4, em um possível acordo que poderia ajudar a acabar com a guerra no Oriente Médio.

Segundo o acordo inicial, os barcos entrariam no Golfo Pérsico por uma rota controlada pelo Irã e sairiam por uma rota controlada por Omã, com a cobrança de pedágio pela prestação de segurança e pela preservação do ambiente marítimo, disseram duas autoridades regionais à Associated Press.

Eles enfatizaram que as negociações continuam em andamento e que o acordo final poderia assumir uma forma diferente. Acrescentaram que qualquer pacto estaria condicionado ao levantamento do bloqueio americano aos portos iranianos. As autoridades falaram sob condição de anonimato para abordar as delicadas negociações realizadas a portas fechadas.

Qualquer acordo que formalizasse o controle do Irã sobre o estreito representaria uma vitória estratégica importante para Teerã. Por essa razão, os Estados Unidos poderiam frustrá-lo ao se recusarem a levantar o bloqueio.

No entanto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também enfrenta uma pressão crescente para encerrar uma guerra impopular que elevou os preços da gasolina antes das eleições de meio de mandato e reduziu os estoques americanos de algumas munições. Nos últimos dias, ele oscilou entre ameaçar ataques em massa e expressar apoio aos esforços diplomáticos.

(com Estadão Conteúdo e CNBC)