Gerdau (GGBR4) supera expectativas no 2T, mas ação recua; veja o que analistas dizem

Resultados foram sólidos e ficaram acima das projeções em todas as regiões

Felipe Moreira

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A Gerdau (GGBR4) recebeu avaliações positivas de analistas após entregar um resultado acima das expectativas no segundo trimestre de 2026, mas as ações da siderúrgica operam em queda nesta quarta-feira (5). Por volta das 10h30 (horário de Brasília), os papéis preferenciais recuavam 2,82%, a R$ 25,16, em uma sessão de realização após o balanço.

O Itaú BBA classificou o resultado da Gerdau como positivo, com Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) atingindo cerca de R$ 3,43 bilhões no trimestre, alta de 16% na comparação trimestral, cerca de 5% acima do consenso de mercado.

Segundo BBA, a América do Norte respondeu por dois terços da surpresa positiva em relação à projeção, impulsionada por preços acima do esperado, enquanto o Brasil contribuiu com o restante do desempenho, refletindo uma performance melhor em custos.

O Itaú BBA continua construtivo em relação ao desempenho operacional da companhia no segundo semestre de 2026 (2S26), principalmente devido à expansão das margens na América do Norte após os recentes reajustes de preços e a um cenário macroeconômico favorável para a demanda, com carteira de pedidos superior a 100 dias.

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No Brasil, porém, a recuperação deve continuar gradual, e ainda enxergamos um ambiente doméstico de preços mais desafiador.

Nesse contexto, o Itaú BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 27.

Já os analistas Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, da XP Investimentos, destacaram que o desempenho foi impulsionado principalmente pela operação na América do Norte, que registrou avanço de preços e volumes, além de uma carteira de pedidos superior a 100 dias. A perspectiva da indústria americana indica possibilidade de novas melhorias no próximo trimestre.

No Brasil, a companhia também apresentou evolução, com expansão de 1 ponto percentual na margem, apoiada por preços e volumes maiores, que compensaram parcialmente o aumento dos custos.

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A XP destacou ainda a geração de fluxo de caixa livre de R$ 300 milhões, apesar do consumo de cerca de R$ 1 bilhão em capital de giro devido ao aumento dos estoques. A corretora também citou o anúncio de dividendos de R$ 0,23 por ação e o avanço do programa de recompra de ações, com aproximadamente 31% concluído.

Para Lucas Laghi, Guilherme Nippes e Fernanda Urbano, a Gerdau segue como a principal escolha da XP no setor de Metais & Mineração, sustentada pela expectativa de geração resiliente de caixa entre 2026 e 2027.

Na avaliação do JPMorgan, os resultados foram sólidos e ficaram acima das projeções em todas as regiões. O banco prevê uma revisão positiva das estimativas de consenso, uma vez que o Ebitda consolidado de R$ 3,4 bilhões ficou 3,7% acima da sua projeção.

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Além disso, a empresa anunciou a implementação de reajustes de preços para distribuidores e vigas na América do Norte, o que também deve contribuir para elevar as estimativas para a operação da região.

O JPMorgan reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 32.

Para o Morgan Stanley, o EBITDA acima das expectativas foi impulsionado principalmente pela redução dos custos dos produtos vendidos (CPV) em caixa, com queda de 1%, e das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), que recuaram 6%.

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O banco avalia que a melhora na eficiência operacional contribuiu para o resultado mais forte no período, superando as projeções iniciais. O Morgan Stanley manteve recomendação neutra e preço-alvo de R$ 26.