SAUD3: ação da Bradsaúde desaba 11,5% após piora na sinistralidade no 2º tri

O índice de sinistralidade consolidado do grupo criado no começo do ano subiu de 82,2% no segundo trimestre do ano passado para 83,8%

Reuters

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As ações da Bradsaúde (SAUD3) desabaram mais de 11% nesta terça-feira, após a companhia de planos de saúde e rede de hospitais do grupo Bradesco reportaruma alta de quase 25% no lucro líquido do segundo trimestre, para R$1,11 bilhão, mas piora na sinistralidade.

O índice de sinistralidade consolidado do grupo criado no começo do ano subiu de 82,2% no segundo trimestre do ano passado para 83,8% nos três meses encerrados em junho deste ano. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, porém, a sinistralidade ficou estável, em 81%, conforme o balanço divulgado na segunda-feira, após o fechamento do mercado.

O analista Gustavo Tiseo, da XP, destacou que a empresa entregou um trimestre acima do esperado, com lucro líquido de R$1,1 bilhão, acima das expectativas no mercado, mas acrescentou que a surpresa positiva não decorreu de melhora na sinistralidade, mas menores outras despesas operacionais, efeito positivo das provisões técnicas de saúde e resultado financeiro acima do esperado.

O terceiro trimestre do ano, acrescentou em relatório a clientes, será chave, “com a evolução do MLR sendo determinante para avaliar se a companhia conseguirá manter níveis estáveis de sinistralidade na comparação anual”.

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Na bolsa paulista, as ações da Bradsaúde recuaram 11,56%, a R$ 14,23. Os papéis vinham de quatro altas seguidas, período em que acumularam valorização de 7,7%.

Para os analistas Leandro Bastos e Renan Prata, do Citi, há argumentos para ambos os lados.

“Os otimistas provavelmente destacarão o lucro divulgado, que, ao atingir um ritmo anualizado de R$4,2 bilhões nos últimos 12 meses até o segundo trimestre, pode sugerir risco de alta para nossa estimativa atual de R$4,3 bilhões de lucro em 2026. Já os pessimistas devem apontar para uma composição de resultados de menor qualidade, isto é, tendências operacionais subjacentes mais fracas compensadas por menores despesas e por resultados financeiros mais fortes.”

Os analistas do Citi destacaram ainda que a comparabilidade limitada dos números pode dificultar uma interpretação mais clara dos resultados. “Dessa forma, acreditamos que a surpresa positiva no lucro já pode estar parcialmente refletida nos preços das ações.”

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