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Um dia depois da divulgação dos dados do Itaú (ITUB4), será a vez do Bradesco (BBDC4) apresentar seu balanço do segundo trimestre de 2026. Após algumas temporadas de ajustes, o banco aparece como a principal surpresa positiva entre as grandes instituições financeiras na avaliação tanto da XP quanto do Itaú BBA.
A XP projeta lucro líquido de R$ 7,0 bilhões no segundo trimestre, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 2% frente ao trimestre anterior.
“Em nossa visão, o Bradesco deve ser o destaque positivo do trimestre, com forte momentum de receitas, crescimento saudável em linhas de crédito com garantia e qualidade de ativos estável sustentando mais um trimestre de recuperação dos resultados”, afirmam os analistas da XP.
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Segundo a corretora, o banco segue sendo beneficiado pelo forte crescimento das receitas, expansão das linhas de crédito com garantia e estabilidade da qualidade dos ativos.
O Itaú BBA mantém uma visão semelhante, estimando lucro de R$ 7,1 bilhões e ROE de 16,1%. A instituição espera crescimento de aproximadamente 8% na carteira de crédito e avanço de 12% na margem financeira. O custo de risco deve permanecer estável em torno de 3,6%, enquanto a divisão de seguros deve continuar como um dos destaques, com crescimento estimado de 18%.
Na visão do BBA, o Bradesco apresenta atualmente a melhor combinação entre crescimento e rentabilidade entre os grandes bancos, o que pode levar a revisões positivas das projeções anuais.
O Bank of America também reconhece a melhora operacional da instituição e projeta ROE de 15,9%, embora avalie que os desafios relacionados à qualidade dos ativos e ao crescimento mais moderado das receitas ainda devem limitar o desempenho do setor como um todo.
O JPMorgan também incorporou uma visão mais construtiva sobre o Bradesco. A instituição retomou a cobertura do banco com recomendação neutra e preço-alvo de R$ 22,00 para dezembro de 2027, citando a recuperação operacional observada nos últimos trimestres.
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O banco elevou levemente suas estimativas de lucro para 2026 e 2027, mas destaca que a redução do patrimônio tangível e uma eventual deterioração do ciclo de crédito podem limitar a velocidade de recuperação da rentabilidade e o potencial de valorização das ações.