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O maratonista Daniel Ferreira do Nascimento, conhecido como Danielzinho, desaparecido há mais de mês, foi encontrado em São Paulo, capital. A confirmação sobre seu paradeiro foi feita pela mãe do atleta, Valdirense de Paula Ferreira, ao ge. Foi ela quem fez uma publicação nas redes sociais para ajudar a localizá-lo.
Daniel saiu de casa, em Paraguaçu Paulista, no interior de São Paulo, na noite de 19 de junho, por volta das 19h, carregando apenas uma mochila preta. Desde então, não tinha sido mais visto. A família, então, recorreu às redes sociais um mês depois para buscar informações que pudessem ajudar a encontrá-lo.
Conhecido como um dos melhores maratonistas sul-americano da atualidade, Danielzinho estava atrás apenas dos africanos. Ele representou o Brasil na maratona dos Jogos Olímpicos de Tóquio, disputados em 2021, e é o atual detentor do recorde sul-americano da distância mais tradicional do atletismo, os 42km.
O recordo foi estabelecido em 2022. Até então, o título pertencia a Ronaldo da Costa, que completou a distância em 2h06min05s em 1998. Danielzinho, por sua vez, fez 2h04min51s na Maratona de Seul, na Coreia do Sul, em abril de 2022.
Apesar de ter terminado a prova em terceiro, o tempo garantiu ao jovem o recorde brasileiro e sul-americano.
A velocidade na pista se traduziu na sua carreira. Começou no Peru, em maio de 2021. Foi a vitória no país vizinho que garantiu uma vaga em Tóquio. Do outro lado do mundo, conquistou o melhor tempo sul-amerciano. Dois anos e meio antes, ele não imaginava que já teria conquistado tudo isso.
Sua carreira, porém, sofreu um duro revés após a Olimpíada. Em julho de 2024, Daniel testou positivo para três substâncias proibidas em exame antidoping: Drostanolona, Metenolona e Noretiocolanolona, esteroides anabolizantes que propiciam aumento dos músculos e ganho de força e de energia.
A inclusão do seu nome na lista de atletas suspensos pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD) o tirou dos Jogos de Paris e resultou, posteriormente, em uma suspensão de cinco anos. Isso significa que o atleta só poderá voltar às competições em 2029.
De acordo com a família, Danielzinho enfrenta um quadro de depressão desde então.
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