ONU: El Niño deve se intensificar em agosto e agravar crises climáticas globais

Fenômeno combinado com "Dipolo do Oceano Índico positivo" pode amplificar secas, inundações e riscos de incêndios florestais

Reuters

Uma moradora coleta água de nascente em uma área afetada pela seca durante a estação seca, em meio a previsões de que o El Niño pode contribuir para condições mais secas do que o normal, na vila de Gunung Batur, Cilegon, província de Banten, Indonésia, 17 de julho de 2026. REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana
Uma moradora coleta água de nascente em uma área afetada pela seca durante a estação seca, em meio a previsões de que o El Niño pode contribuir para condições mais secas do que o normal, na vila de Gunung Batur, Cilegon, província de Banten, Indonésia, 17 de julho de 2026. REUTERS/Ajeng Dinar Ulfiana

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A agência meteorológica da Organização das Nações Unidas alertou nesta sexta-feira que se espera que um forte El Niño se intensifique a partir de agosto, advertindo que o fenômeno provavelmente aumentará as temperaturas acima do normal em todo o mundo e alterará significativamente os padrões de precipitação.

O El Niño, um período de aquecimento das temperaturas da superfície do mar no Pacífico central e oriental, continuará a se intensificar de forma constante, tornando-se um evento forte entre agosto e outubro de 2026.

Além do fortalecimento do El Niño, prevê-se um Dipolo do Oceano Índico (IOD) positivo. O IOD é um padrão climático no Oceano Índico ocidental, onde a temperatura fica, em média, mais quente, enquanto no Oceano Índico oriental fica mais fria do que a média.

Juntos, esses fenômenos podem amplificar os impactos climáticos regionais, incluindo secas, inundações e risco de incêndios florestais, particularmente na bacia do Oceano Índico.

A agência, a Organização Meteorológica Mundial, afirmou que está intensificando sua mobilização de informações e serviços de apoio para ajudar os países a antecipar e minimizar os impactos do El Niño.

“O El Niño está se intensificando – jogando lenha na fogueira de um planeta já em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios florestais apocalípticos e mares com temperaturas recordes. Os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas dessa crise”, afirmou o secretário-geral da ONU, António Guterres.