Vale (VALE3) tem lucro líquido de US$ 1,37 bi no 2T26, queda anual de 35%

A mineradora divulgou seus resultados na noite desta quinta

Camille Bocanegra

Ativos mencionados na matéria

Publicidade

A Vale (VALE3) reportou seus resultados do 2º trimestre de 2026 nesta quinta-feira (30), após o fechamento do mercado. A mineradora teve lucro US$ 1,37 bilhão de forma líquida (atribuível aos acionistas) no segundo trimestre de 2026, queda de 35% frente um ano antes.

A projeção LSEG era de lucro de US$ 1,84 bilhão, acima do apresentado pela mineradora.

Principais destaques do balanço:

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado ficou em US$ 3,67 bilhões, com alta de 9% na comparação anual, ainda que com leve recuo contra o trimestre anterior (-4%). A projeção LSEG era de US$ 3,8 bilhões.

“Entregamos resultados sólidos na comparação anual em todos os negócios, com o minério de ferro atingindo sua maior produção para um segundo trimestre desde 2018 e o cobre seu melhor segundo trimestre em nove anos”, disse o presidente da empresa, Gustavo Pimenta, em nota. “Nossa forte geração de Ebitda e fluxo de caixa demonstra a força e a resiliência da Vale em um ambiente global dinâmico, sustentadas pela alta qualidade dos nossos ativos e por nosso compromisso contínuo com excelência operacional e eficiência.”

Na modalidade Proforma, que desconsidera despesas relacionadas aos acordos de Brumadinho e descaracterização de barragens, o Ebitda ficou em US$ 4,06 bilhões, com alta anual de 19%. Na comparação trimestral, o avanço foi de 4%. Já a margem Ebitda Proforma ficou estável em 39%.

A receita líquida de vendas ficou em US$ 10,5 bilhões no segundo trimestre, em linha com a estimativa divulgada pela LSEG.

“O trimestre também foi impactado por maiores custos e despesas, refletindo o aumento das atividades de concentração de minério de ferro, a suspensão das operações nas unidades de Fábrica e Viga, e a manutenção bienal programada nas instalações downstream de Sudbury”, afirma a companhia no comunicado de resultados.

A mineradora informou que a geração de Fluxo de Caixa Livre atingiu US$ 1,505 bilhão, com crescimento de US$ 497 milhões na comparação anual. Segundo a Vale, a linha foi impulsionada principalmente pelo maior EBITDA Proforma e pelo menor pagamento de tributos. A liquidação financeira de derivativos gerou entrada de caixa de US$ 337 milhões no trimestre. Esses efeitos foram parcialmente compensados por uma maior saída de caixa associada ao capital de giro.

Continua depois da publicidade

A dívida líquida expandida da Vale recuou US$ 1,1 bilhão na comparação trimestral, encerrando o 2T26 em US$ 16,7 bilhões, refletindo principalmente a geração de fluxo de caixa livre no período. O indicador permanece dentro da faixa de referência estabelecida pela companhia, entre US$ 10 bilhões e US$ 20 bilhões.

Já a dívida bruta, incluindo arrendamentos, somou US$ 18,9 bilhões em 30 de junho de 2026, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. O prazo médio da dívida caiu levemente para 8,1 anos, ante 8,4 anos no fim do 1T26, enquanto o custo médio anual da dívida, após operações de hedge cambial e de juros, permaneceu praticamente inalterado em 5,6%, ante 5,5% no trimestre anterior.

NOVAS ESTIMATIVAS

A Vale revisou os guidances de cobre e níquel para 2026, elevando a projeção de produção de cobre para 360 mil a 380 mil toneladas, ante 350 mil a 380 mil toneladas antes, e a de níquel para 185 mil a 200 mil toneladas, de 175 mil a 200 mil toneladas anteriormente, refletindo o forte desempenho operacional dos dois segmentos no primeiro semestre, segundo a empresa.

Continua depois da publicidade

A companhia também reduziu suas estimativas de custos all-in, passando a prever no cobre faixa de até US$500 por tonelada, ante US$1.000 a US$1.500 antes, e no níquel de US$10.000 a US$11.500 por tonelada, frente a US$12.000 a US$13.500 anteriormente, citando perspectivas mais favoráveis para preços de subprodutos e ganhos operacionais.

O fluxo de caixa livre recorrente atingiu US$1,505 bilhão no trimestre, 49% acima do registrado um ano antes, impulsionado pelo maior Ebitda proforma e por menor pagamento de tributos. A dívida líquida expandida encerrou junho em US$16,677 bilhões, queda de US$1,1 bilhão frente ao trimestre anterior.

(com Estadão Conteúdo e Reuters)

Continua depois da publicidade