Inflação nos EUA: núcleo do PCE sobe 0,1% em junho, levemente abaixo do esperado

A expectativa de economistas consultados pela Reuters era de que o núcleo da inflação subisse 0,1%, para uma taxa anual de 3,3%

Equipe InfoMoney

Consumidor em mercado de Washington, nos EUA
14/08/2024
REUTERS/Kaylee Greenlee Beal
Consumidor em mercado de Washington, nos EUA 14/08/2024 REUTERS/Kaylee Greenlee Beal

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O núcleo da inflação PCE nos Estados Unidos, que exclui os componentes voláteis de alimentos e energia, subiu 0,1% em junho, informou o Escritório de Análise Econômica do Departamento de Comércio nesta quinta-feira (29). Na base anual, a taxa foi de 3,3%.

Já o índice de inflação retraiu 0,1% em junho, mesmo com gastos do consumidor subindo 0,3% no período. O resultado foi o mais fraco desde abril de 2020, após subir 0,5% em maio.

O índice de preços PCE subiu 3,7% nos 12 meses até junho, após registrar um aumento não revisado de 4,1% em maio, o maior desde abril de 2023. O aumento da inflação do PCE ficou em linha com as expectativas dos economistas.

Os dados foram incluídos na estimativa do governo para o Produto Interno Bruto do segundo trimestre, também divulgada nesta quinta-feira. A moderação na inflação do PCE refletiu uma retração nos preços do petróleo em meio a um frágil cessar-fogo entre os EUA e o Irã. Desde então, a trégua foi rompida.

Os preços do petróleo Brent oscilam um pouco acima de US$90 por barril, enquanto os preços médios da gasolina nos EUA voltaram a subir para mais de US$4 por galão. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, o PCE teve alta anual de 3,3% em junho, de 3,4% em maio. Excluindo alimentos e energia, o núcleo do PCE subiu 0,1% na comparação mensal, ante 0,3% em maio.

O Federal Reserve acompanha o PCE para sua meta de 2%. O banco central dos EUA manteve na quarta-feira sua taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

O chair do Fed, Kevin Warsh, disse a repórteres que o banco central não irá “vacilar” em seu compromisso de reduzir a inflação de volta à meta, enfatizando que “não há meta de inflação flexível, não há meta implícita flexível, não enquanto este comitê estiver no comando”.

Os gastos do consumidor, que representam mais de dois terços da atividade econômica, subiram 0,3% em junho, após um salto de 0,9% em maio. Quando ajustados pela inflação, os gastos do consumidor aumentaram 0,4% em junho, igualando o aumento registrado em maio.

(com Reuters)

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