Bolsas de NY fecham sem direção com balanços, petróleo e techs sob pressão

O setor de tecnologia teve alta limitada, com investidores atentos ao nível de investimentos em inteligência artificial (IA)

Estadão Conteúdo

Monitor acompanha negociações no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) 
4 de abril de 2025. REUTERS/Brendan McDermid
Monitor acompanha negociações no pregão da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) 4 de abril de 2025. REUTERS/Brendan McDermid

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As bolsas de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira, 28, com o Dow Jones liderando os ganhos em meio ao avanço da temporada de balanços e um alívio nos preços do petróleo. O setor de tecnologia teve alta limitada, com investidores atentos ao nível de investimentos em inteligência artificial (IA).

O Dow Jones fechou em alta de 1,03%, aos 52.747,53 pontos. O S&P 500 subiu 0,22%, aos 7.429,22 pontos. E o Nasdaq teve recuo de 0 22%, encerrando em 24.876,91 pontos.

Sob efeito de balanços, a Sherwin-Williams (+8,2%), Coca-Cola (+5%)e Boeing (+4,7%) impulsionaram o Dow Jones.

Outro destaque foi a Lucid, com as ações saltando mais de 20% após o príncipe saudita Alwaleed bin Talal Alsaud adquirir uma fatia na companhia de veículos elétricos.

O apetite ao risco cresceu em Wall Street à medida que EUA e Irã continuam sem trocar ataques pelo quarto dia consecutivo. O presidente americano, Donald Trump, afirmou nesta terça que este é “um bom momento” para o Irã fechar um acordo nuclear com Washington. Já o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que o país propôs a Omã um acordo temporário para reabrir o Estreito de Ormuz.

Enquanto isso, os papéis de semicondutores voltaram a cair, com o índice Technology Select Sector atingindo seu nível mais baixo desde 7 de maio, segundo a CNBC. O VanEck Semiconductor ETF caiu mais de 3% e o índice iShares Semiconductor ETF despencou 4,8%. A liquidação chegou a empurrar brevemente o índice Nasdaq 100 para território de correção, refletindo também a forte queda no mercado de Seul pela manhã.

Apesar da liquidação no setor, no 2º semestre deste ano o S&P 500 registrou uma margem líquida de lucro combinada de 15,7%, segundo a FactSet. Caso confirmado, será a maior margem já reportada pelo índice desde que a FactSet começou a acompanhar essa métrica em 2009.

Para analistas do Charles Schwab, os investidores estão mais criteriosos com as hyperscalers. “Os investidoers ainda veem a IA como um motor de crescimento de longo prazo, mas querem evidências mais claras de que disciplina de gastos, monetização e fluxo de caixa livre podem sustentar as avaliações”, explicam.

Os mercados aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira, 29 e balanço de outras big techs.

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