Indústria do tabaco estima perdas de até US$ 100 mi com tarifaço dos EUA

As entidades destacam a relevância econômica e social da cadeia produtiva do tabaco

Estadão Conteúdo

Funcionário segura folhas de tabaco durante o processo de fabricação de cigarros na fábrica da British American Tobacco (BAT) em Bayreuth, no sul da Alemanha REUTERS/Michaela Rehle
Funcionário segura folhas de tabaco durante o processo de fabricação de cigarros na fábrica da British American Tobacco (BAT) em Bayreuth, no sul da Alemanha REUTERS/Michaela Rehle

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O Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação Brasileira da Indústria do Fumo (Abifumo) encaminharam uma carta nesta sexta-feira, 24, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) pela qual solicitam a atuação do governo para incluir o tabaco na lista de exceções à tarifa adicional imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Segundo estimativa do setor, citada pelas entidades em nota, o Brasil poderá perder aproximadamente US$ 100 milhões em exportações.

Na carta, chamam a atenção para o fato de que outros produtos do agronegócio brasileiro, como carne bovina, café, laranja, mel orgânico, castanhas e celulose, foram contemplados na lista de exceções à tarifa adicional divulgada pelos Estados Unidos, enquanto o tabaco permaneceu sujeito à sobretaxa.

As entidades destacam a relevância econômica e social da cadeia produtiva do tabaco, presente em 525 municípios e responsável pela geração de renda para mais de 600 mil pessoas no meio rural.

As entidades ressaltam que os Estados Unidos eram, historicamente, o terceiro maior destino das exportações brasileiras de tabaco, respondendo por cerca de 9% dos embarques do setor. No entanto, essa participação caiu para 6% em 2025.