Conteúdo editorial apoiado por

HSBC liquida seguros de vida e saúde em Cingapura por US$ 2,1 bilhões

O HSBC ​afirmou que o negócio gerará um lucro antes dos impostos de US$1,8 bilhão e aumentará seu índice de ⁠capital comum ​de nível 1 ​em até 15 pontos-base

Reuters

Logo do HSBC em escritório no distrito financeiro de Londres, no Reino Unido
03/03/2016
REUTERS/Reinhard Krause
Logo do HSBC em escritório no distrito financeiro de Londres, no Reino Unido 03/03/2016 REUTERS/Reinhard Krause

Publicidade

24 Jul (Reuters) – O HSBC concordou ⁠em vender seu negócio de ⁠seguros de vida e saúde em Cingapura ‌para a Allianz por US$2,1 bilhões, à medida que reduz suas operações não essenciais e ‌se concentra em suas atividades de gestão de patrimônio e banco de atacado na Ásia.

O banco global passará a adotar um modelo de bancassurance com baixo uso de capital ⁠em ‌Cingapura, o que lhe permitirá gerar receita ⁠com comissões sem precisar manter reservas de capital ou carteiras de subscrição, em linha com sua meta de longo prazo de se tornar uma gestora de patrimônio ​mais enxuta.

Para a alemã Allianz, o negócio oferece uma segunda chance de se expandir ​em Cingapura depois que ela retirou, em 2024, uma oferta para comprar pelo menos 51% da Income Insurance, antiga NTUC Income, em meio a preocupações da população ‌e intervenção do governo.

O HSBC ​afirmou que o negócio gerará um lucro antes dos impostos de US$1,8 bilhão e aumentará seu índice de ⁠capital comum ​de nível 1 ​em até 15 pontos-base.

A venda é mais um passo na ⁠iniciativa do presidente-executivo ​Georges Elhedery de simplificar o maior banco da Europa e realocar capital para negócios e mercados ​que ofereçam retornos mais sólidos, ao mesmo tempo em que preserva Cingapura como ​um centro ⁠de gestão de patrimônio e de serviços bancários de atacado.

O ⁠HSBC não divulgou planos para a aplicação dos recursos da venda.

(Reportagem de Sneha Kumar e Yantoultra Ngui, em Cingapura; Selena Li e Kane Wu, em Hong Kong; Anton Bridge, em ​Tóquio)