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O dólar à vista opera com baixa ante o real nesta sexta-feira (24), em um movimento de ajustes após a forte alta registrada na véspera, segundo operadores. A moeda americana devolvia parte dos ganhos de quinta-feira, 23, enquanto o petróleo aprofundava as perdas e o índice DXY oscilava próximo da estabilidade.
Apesar desse movimento, investidores seguem atentos aos desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que continua alimentando preocupações com a inflação global e seus possíveis efeitos sobre a trajetória dos juros americanos. O petróleo, por sua vez, recuava cerca de 4%, devolvendo parte da valorização acumulada nos últimos dias.
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Qual foi a cotação do dólar hoje?
Às 12h53, o dólar à vista operava com baixa de 0,38%, aos R$ 5,064 na venda. O dólar futuro para agosto — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — caía 0,40% na B3, aos R$ 5,070.
O dólar à vista encerrou a sessão de quinta-feira com alta de 0,63%, aos R$5,0842.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,064
- Venda: R$ 5,064
O que aconteceu com dólar?
Os Estados Unidos anunciaram na véspera a imposição a partir desta sexta-feira de novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais devido a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado.
O governo brasileiro classificou de arbitrária e injustificada a decisão dos EUA de impor nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Na quarta-feira, já havia entrado em vigor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros com base em uma investigação comercial separada sobre o Brasil.
Em meio a isso, o mercado acompanhou as participações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, e do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na XP Expert. Durigan voltou a defender o ajuste fiscal como prioridade e reafirmou o compromisso do governo com a consolidação das contas públicas. Galípolo, por sua vez, afirmou que o Banco Central seguirá acompanhando a evolução dos dados e reiterou que o cenário ainda requer juros em campo restritivo.
Galípolo afirmou ainda que o Comitê de Política Monetária (Copom) trabalha com diferentes “planos de voo” para a condução da política monetária e avalia qual deles tem a maior capacidade de levar a inflação para mais perto da meta de 3%, com o menor custo em termos de volatilidade. “Trabalhamos com trajetórias que contemplam cenários com combinações de diferentes momentos de pausa e de retomada no ciclo”, disse, durante participação no evento, em São Paulo.
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Por sua vez, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, apresentam às 15h o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026.
(Com Estadão e Reuters)