Ibovespa Futuro cai com tarifas, falas de autoridades e pesquisa eleitoral no radar

Estados Unidos anunciaram na véspera a imposição a partir desta sexta-feira de novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais

Felipe Moreira

Pessoas observam o painel de ações no Espaço B3 (Foto: Divulgação)
Pessoas observam o painel de ações no Espaço B3 (Foto: Divulgação)

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O Ibovespa Futuro opera em baixa nas primeiras negociações desta sexta-feira (24), com investidores acompanhando declarações de autoridades enquanto repercutem novas tarifas dos Estados Unidos e aguardam pesquisa eleitoral. Às 9h03 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em agosto caía 0,11%, aos 178.055 pontos.

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Os Estados Unidos anunciaram na véspera a imposição a partir desta sexta-feira de novas tarifas de 10% e 12,5% a 60 parceiros comerciais devido a alegações de fiscalização frouxa das proibições ao trabalho forçado.

O governo brasileiro classificou de arbitrária e injustificada a decisão dos EUA de impor nova tarifa de 12,5% sobre produtos brasileiros. Na quarta-feira, já havia entrado em vigor tarifa de 25% sobre produtos brasileiros com base em uma investigação comercial separada sobre o Brasil.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, disse na quinta-feira que cerca de 2 mil produtos que o Brasil exporta para os Estados Unidos não estarão sujeitos às tarifas de 25% e 12,5%.

Em meio a isso, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, participam nesta sexta do evento Expert XP 2026. O primeiro fará a palestra de abertura a partir das 10h30, enquanto o segundo fala às 11h20.

Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visita unidades industriais da empresa Avibras em Jacareí (SP) e depois se reúne com lideranças do sistema de ciência e tecnologia no Brasil em São Paulo.

Por sua vez, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, e a secretária de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Débora Freire, apresentam às 15h o Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do terceiro bimestre de 2026.

Investidores aguardam ainda a divulgação de nova pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial de outubro.

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No exterior, os mercados lidam com o aumento dos temores de inflação e expectativas de altas de juros em todo o mundo após o petróleo ter subido quase 40% neste mês devido à intensificação do conflito no Oriente Médio.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,34%, S&P Futuro avançava 0,17% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,02%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com alta de 0,01%, aos R$ 5,092.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam em baixa, com índice Kospi, da Coreia do Sul, liderando as perdas, em meio às preocupações generalizadas com os preços do petróleo e com as taxas de juros.

Os preços do petróleo recuava nesta sexta, mas caminhava para ganhos semanais, com os ataques dos houthis a petroleiros no Mar Vermelho gerando preocupações sobre o fechamento de um segundo ponto de estrangulamento para a navegação, enquanto o Cazaquistão reduziu temporariamente a produção após o fechamento forçado de sua principal rota de exportação.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, registrando sua maior perda semanal em seis semanas, devido à fraca demanda sazonal e à ampla oferta marítima, embora a queda nos estoques nos principais portos chineses tenha limitado o declínio.

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