China mantém taxas de empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo em julho

A decisão do Banco do Povo da China veio alinhada às projeções do mercado e renova as atenções sobre o Politburo em busca de novos estímulos para reativar o consumo doméstico

Reuters

Bandeira da China 20 de novembro de 2025. REUTERS/Maxim Shemetov
Bandeira da China 20 de novembro de 2025. REUTERS/Maxim Shemetov

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XANGAI, 20 Jul (Reuters) – A China ⁠deixou inalteradas as taxas de ⁠empréstimo de referência pelo 14º mês consecutivo nesta ‌segunda-feira, em linha com as expectativas do mercado.

A manutenção das taxas primárias de empréstimo (LPRs) sugere que as ‌autoridades continuam pacientes, mantendo os juros apesar dos dados econômicos do segundo trimestre mais fracos do que o esperado, que destacaram o crescimento desigual da segunda maior economia do mundo.

A LPR de um ano foi ⁠mantida ‌em 3,00%, enquanto a LPR de cinco anos ⁠permaneceu em 3,50%.

Em uma pesquisa da Reuters com 23 participantes do mercado realizada na semana passada, todos previram que não haveria alteração em nenhuma das duas taxas.

A economia da China cresceu no ritmo ​mais lento em mais de três anos no segundo trimestre, ficando abaixo das previsões, com a ​fraqueza do consumo das famílias ofuscando a solidez da indústria e das exportações e intensificando as preocupações com a sustentabilidade a longo prazo de seu modelo de crescimento desequilibrado.

A economia da China enfrenta ‌um desequilíbrio estrutural entre oferta forte ​e demanda fraca, afirmou o Banco do Povo da China neste mês, comprometendo-se a manter uma política monetária adequadamente frouxa e ⁠a intensificar o ​apoio financeiro ​para reanimar o consumo interno.

A atenção se voltará para a próxima reunião ⁠do Politburo, na qual se ​espera que as autoridades definam a agenda econômica para o segundo semestre do ano.

“Todos os olhos estão agora voltados ​para a reunião do Politburo no final de julho, focada na economia”, disse Kelvin Lam, ​economista sênior ⁠da Pantheon Macroeconomics.

“Estaremos atentos a sinais de que as autoridades reconhecem a ⁠importância de estabilizar as finanças das famílias, possivelmente preparando um plano mais abrangente para estabilizar o setor imobiliário e quebrar o ciclo vicioso entre a queda dos preços dos ativos e o enfraquecimento da confiança do ​consumidor.”

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