Vendas no varejo do Brasil avançam 0,1% em maio e frustram projeções do mercado

A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,50% na comparação mensal e de avanço de 1,15% sobre um ano antes

Reuters

PMC de abril teve a queda generalizada, que só não foi maior porque a categoria de supermercados, alimentos e bebidas teve avanço (Foto: Unsplash)
PMC de abril teve a queda generalizada, que só não foi maior porque a categoria de supermercados, alimentos e bebidas teve avanço (Foto: Unsplash)

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ÃO PAULO, 16 Jul (Reuters) – As vendas varejistas no Brasil voltaram a avançar em maio após um tropeço no mês anterior, impulsionadas pela venda de artigos relacionados à Copa do Mundo, com destaque para álbuns e figurinhas, mas ainda ficaram abaixo do esperado.

Na comparação com o mês anterior, as vendas do varejo subiram 0,1% em maio, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em abril, as vendas tiveram queda mensal de 1,6%, em dado revisado de contração de 1,5% informada antes, sendo o único resultado negativo no ano até maio.

Na comparação com o mesmo período do ano anterior, as vendas apresentaram avanço de 0,4%, segundo o IBGE.

As expectativas em pesquisa da Reuters eram de altas de 0,5% na comparação mensal e de 1,15% na base anual.

Um mercado de trabalho aquecido e medidas de estímulo ao consumo têm ajudado a compensar o peso da política monetária ainda restritiva apesar dos cortes recentes na taxa de juros, mas uma moderação da economia é esperada, com o consumo sentindo também o peso da inflação elevada, além de restrições de crédito.

“O dado do varejo … reforça a percepção de desaceleração gradual do comércio na margem. Em conjunto com os demais indicadores de atividade divulgados até aqui, a (pesquisa) reforça nossa expectativa de um PIB mais fraco no segundo trimestre de 2026”, disse Leonardo Costa, economista do ASA.

Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, cinco apresentaram ganhos em maio, com destaque para o aumento de 15,2% em Livros, jornais, revistas e papelaria (15,2%).

Também tiveram ganhos Tecidos, vestuário e calçados (3,1%), Móveis e eletrodomésticos (2,7%), todos os três com desempenho relacionado à Copa do Mundo, que começou em 11 de junho.

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“Todos esses setores aqui já antecipando, lá em maio, a Copa do Mundo, com alta nas vendas de álbuns de figurinhas, roupas e também de televisores”, disse Cristiano Santos, gerente da pesquisa no IBGE.

Apresentaram ainda resultados positivos Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (1,4%) e Combustíveis e lubrificantes (1,1%).

Na outra ponta, tiveram quedas Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-1,7%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,5%) e Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%).

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“O destaque fica por conta do impacto negativo proporcionado pela alta da inflação de alimentação no domicílio, principal responsável pela queda de 1,5% do grupo de Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo”, destacou Matheus Pizzani, economista do PicPay.

No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, o volume de vendas em maio caiu 0,2% frente a abril.

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