Publicidade
Em julho de 2017, menos de 6 milhões de pessoas no mundo inteiro possuíam criptomoedas. Era um número menor que a população de uma cidade como o Rio de Janeiro.
Naquele mesmo mês, a Binance começou a operar com uma tese simples: a tecnologia blockchain poderia construir uma infraestrutura financeira mais aberta, mais rápida e mais acessível que qualquer outra que existia até então.
A liberdade financeira e a democratização do acesso a investimentos norteavam as decisões.
Continua depois da publicidade
Nove anos depois, 741 milhões de pessoas possuem criptomoedas no planeta — mais do que as 630 milhões de contas abertas em corretoras tradicionais em todo o mundo. E desses 741 milhões, 323 milhões passam pela Binance, o equivalente a 43% de todos os detentores de criptomoedas do globo.
Esses números dizem menos sobre a Binance e mais sobre algo maior: a forma como o mundo acessa serviços financeiros mudou. E mudou rápido.
O Brasil na expansão do mercado cripto
Quando olho para o Brasil, essa transformação é especialmente concreta. Somos hoje o quinto maior mercado em adoção de criptoativos do mundo, segundo a Chainalysis.
Continua depois da publicidade
Volumes institucionais da Binance no país cresceram 184% no último ano.
Fomos a primeira plataforma de criptomoedas a integrar o Pix ao Binance Pay e a primeira a obter uma licença de corretora de valores mobiliários no país, com a aquisição da Sim;paul. Nossa aposta no Brasil não é oportunista. É estrutural.
De nicho a infraestrutura financeira
Mas o que comemoramos nestes nove anos não é apenas escala. É uma mudança de natureza.
Continua depois da publicidade
Durante muito tempo, criptomoedas foram tratadas como um nicho, um ativo exótico, de alta volatilidade, separado do restante do sistema financeiro. Essa visão já não corresponde à realidade.
ETFs e fundos de ativos virtuais detêm hoje mais de 12% da oferta circulante de Bitcoin, a criptomoeda mais famosa do mundo. Investidores institucionais entram no mercado em volumes recordes.
Marcos regulatórios foram estabelecidos em todos os países do G20. No Brasil, a Resolução BCB nº 520/2025 criou um arcabouço sofisticado para o setor, e a Binance participa ativamente dessa conversa, agora também como membro da ABcripto.
Continua depois da publicidade
As fronteiras entre as finanças tradicionais e a infraestrutura do mercado de criptomoedas estão cada vez mais tênues. E é aí que a história dos próximos anos começa.
A aproximação entre cripto e finanças tradicionais
Ao longo do último ano, a Binance ampliou seu portfólio para além dos ativos virtuais. Lançamos ao redor do mundo produtos TradFi que já geram mais de US$ 80 bilhões em volume mensal de negociação desde março. A compra direta de ações americanas, lançadas em junho, já superou US$ 1 bilhão de volume em apenas 30 dias.
As bStocks (ações americanas tokenizadas negociadas 24 horas por dia, 7 dias por semana) ultrapassaram US$ 100 milhões de volume em duas semanas. Quase metade do volume de negociação de ações e bStocks ocorre fora do horário de funcionamento do mercado americano.
Os produtos ainda não estão disponíveis no Brasil, mas uso esse exemplo para mostrar que há uma demanda real por acesso ininterrupto aos mercados financeiros.
Tudo isso roda sobre a mesma infraestrutura baseada em blockchain: liquidação com stablecoins, operação 24/7 e integração entre diferentes classes de ativos em uma única plataforma.
A Binance está deixando de ser uma exchange de criptomoedas para se tornar uma plataforma financeira multiativos. Um superapp de serviços financeiros globais.
Os números do negócio original continuam sólidos: US$ 156 trilhões movimentados acumuladamente — valor superior ao PIB anual combinado dos Estados Unidos, China, Japão, Alemanha e Reino Unido.
No primeiro semestre de 2026, mesmo em um ambiente de mercado mais desafiador, foram negociados mais de US$ 11 trilhões em nossa plataforma, e crescemos nossa base institucional em 9%. Esse crescimento não veio de ciclo de curto prazo. Veio de participação estrutural.
Mas confesso que, para mim, o número mais significativo destes nove anos não é 323 milhões. É 6. Menos de 6 milhões de pessoas possuíam criptomoedas quando começamos. A distância entre 6 milhões e 741 milhões é a distância entre um experimento e uma infraestrutura. E ainda estamos no começo dessa travessia.
O próximo passo da expansão
Nossa meta agora é alcançar 3 bilhões de usuários com foco em mercados historicamente pouco atendidos pelas instituições financeiras tradicionais, onde a infraestrutura baseada em blockchain pode ampliar acesso a serviços financeiros de forma mais eficiente e escalável. Há 1,3 bilhão de adultos sem conta bancária no mundo. Desses, 900 milhões já têm celular.
A infraestrutura para inclusão financeira já está na palma da mão dessas pessoas. O que falta é acesso e educação. É nisso que vamos investir.
Cada decisão que tomamos, cada produto que desenvolvemos e cada mercado em que entramos começa com uma pergunta: isso atende às necessidades das pessoas que depositaram sua confiança em nós? 323 milhões de pessoas escolheram confiar na Binance.
Essa responsabilidade é proporcional ao número e nós a levamos a sério.
A campanha do nosso nono aniversário se chama “Built by You”, ou “Construída por Você”. Não foi a Binance que construiu essa trajetória. Foram as pessoas que decidiram usar, confiar e adotar.
Nosso papel foi construir a infraestrutura. O resto foi construído pela comunidade.
Nove anos atrás, éramos uma exchange de criptomoedas. Hoje, somos uma plataforma financeira global. Amanhã, queremos ser a ponte final entre 3 bilhões de pessoas e o mercado global. O futuro das finanças não vai ser cripto versus tradicional. Vai ser cripto junto com tradicional, e a Binance vai estar lá.