MP da dívida rural será editada nesta quarta, prevendo juros de até 12%, diz Durigan

Durigan reiterou que o governo planeja instituir, no ⁠médio prazo, um fundo de garantias para o setor, com uma contribuição de até R$ 2 bilhões da União

Reuters

Soja sendo carregada em caminhão - 17/02/2020 (Foto: REUTERS/Jorge Adorno)
Soja sendo carregada em caminhão - 17/02/2020 (Foto: REUTERS/Jorge Adorno)

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BRASÍLIA, 15 Jul (Reuters) – O ⁠ministro da Fazenda, Dario ⁠Durigan, anunciou que a medida provisória ‌sobre renegociação de dívidas rurais será editada pelo governo nesta quarta-feira, confirmando que ‌os juros cobrados serão de até 12%, com prazo de pagamento de até 10 anos.

Após reunião na residência oficial do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo ⁠Motta (Republicanos-PB), ‌Durigan disse que já conversou com ⁠uma série de bancos e a expectativa do governo é que as renegociações comecem imediatamente e somem até R$100 bilhões.

‘O Banco do Brasil está ​pronto para receber os agricultores endividados, renegociar as dívidas …para que a gente vá ​adiante, para que o Plano Safra recém-anunciado comece a operar’, afirmou.

De acordo com Durigan, a regra geral de renegociação prevê juros de 6% ao ano ‌para pequenos produtores que tenham ​sofrido perdas como consequência de questões geopolíticas e questões climáticas, 9% para os médios e 12% ⁠para os ​grandes. O ​prazo de pagamento será de oito anos, com dois ⁠de carência.

Haverá condições mais ​favoráveis para produtores que tenham tido perdas mais expressivas decorrentes de mudanças climáticas. Nesse ​caso, os juros variarão de 5% a 11%, e o prazo ​será de ⁠10 anos.

Durigan reiterou que o governo planeja instituir, no ⁠médio prazo, um fundo de garantias para o setor, com uma contribuição de até R$2 bilhões da União.