Warsh diz que BC decidirá se IA será inflacionária e defende independência do Fed

A longo prazo, acredito que IA contribuirá para melhorar salários e emprego", acrescentou

Estadão Conteúdo

O novo presidente do Federal Reserve dos EUA, Kevin Warsh, concede uma coletiva de imprensa após uma reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), na sede do Federal Reserve em Washington, D.C., EUA, em 17 de junho de 2026. REUTERS/Eric Lee
O novo presidente do Federal Reserve dos EUA, Kevin Warsh, concede uma coletiva de imprensa após uma reunião de dois dias do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), na sede do Federal Reserve em Washington, D.C., EUA, em 17 de junho de 2026. REUTERS/Eric Lee

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O presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh, reforçou nesta quarta-feira (15) que o banco central decidirá se a inteligência artificial (IA) será ou não inflacionária, apontando uma visão otimistas para a nova tecnologia.

Em audiência na Comissão de Assuntos Bancários do Senado, Warsh admitiu que a IA pode criar turbulência no mercado de trabalho agora, pois há impacto mais rápido na demanda do que na oferta, mas que, no curto prazo, o investimento em IA será bom para a geração de empregos. “A longo prazo, acredito que IA contribuirá para melhorar salários e emprego”, acrescentou.

De acordo com ele, o mercado de trabalho está estável, o desemprego baixo e uma variação pontual nos preços por causa da IA não é necessariamente inflacionária. Warsh também comentou que tem solicitado acesso a uma série de novos modelos de IA para uso do Fed.

Questionado sobre a independência da instituição monetária, ele evitou falar sobre conversas que teve com o presidente dos EUA, Donald Trump: “não tenho nada a dizer sobre se conversei com Trump”, mas “manteria a cabeça baixa e continuaria minha missão se ele tentasse influenciar as políticas”.

À respeito do balanço patrimonial do BC, Warsh reforçou sua visão de que gostaria de um balanço mais enxuto e eficiente. “Balanço patrimonial deve ser o menor possível e pode aumentar em caso de crises”, explicou.