Ação judicial diz que Meta usou IA para demitir trabalhadores com problema de saúde

Ex-funcionários acusam a empresa de usar software que visava quem estava de licença médica em cortes, enquanto a dona do Facebook nega e diz que decisões são humanas

Reuters

Logo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, em 20 de maio de 2026. REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo
Logo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, em 20 de maio de 2026. REUTERS/Daniel Cole/Foto de arquivo

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14 Jul (Reuters) – ⁠Vinte e seis ex-funcionários ⁠da Meta entraram com uma ação ‌judicial contra a empresa de tecnologia, acusando-a de utilizar um software baseado em ‌IA que visava de forma desproporcional pessoas com deficiência ou em licença médica na seleção de funcionários para demissões em massa.

A ação, movida na segunda-feira à noite ⁠no ‌tribunal federal de Oakland, na ⁠Califórnia, afirma que a empresa se baseou em fatores como produtividade e uso de tokens de IA quando começou a cortar milhares de empregos no ​início deste ano, prejudicando pessoas que se ausentaram do trabalho devido a problemas ​de saúde.

No início deste ano, a Meta anunciou que planejava demitir 10% de sua força de trabalho global, ou quase 8.000 pessoas, a partir ‌de maio, com mais cortes ​de pessoal previstos para mais tarde.

Os 26 autores da ação, que entraram com o processo anonimamente, acusam ⁠a ​Meta de ​violar leis federais e estaduais que proíbem a discriminação ou ⁠retaliação contra trabalhadores ​com deficiência, em licença médica ou grávidas. Os autores são de seis Estados, incluindo ​Califórnia e Nova York, além do Distrito de Columbia.

Um porta-voz da Meta ​afirmou nesta ⁠terça-feira que as alegações carecem de fundamento.

“As decisões relativas ⁠à gestão da força de trabalho e à organização foram e são tomadas por pessoas, não por IA”, disse o porta-voz.

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(Reportagem de Daniel Wiessner em Albany, Nova ​York)