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Gianni Infantino, presidente da Fifa, afirmou que a entidade estuda a possibilidade de aumentar a Copa do Mundo para 64 seleções. A declaração foi dada em entrevista ao portal suíço Bluewin.
A Copa de 2026, realizada no Canadá, no México e nos Estados Unidos, contou com 48 seleções pela primeira vez — uma decisão que foi duramente criticada, mas que não gerou muito debate desde o início do torneio, em 11 de junho.
Na visão do presidente da Fifa, a mudança foi um “enorme sucesso”, o que abre espaço para que a entidade avalie um novo aumento no número de equipes.
Ele entende que é importante “quando se quer organizar uma Copa do Mundo, que isso seja feito para o mundo inteiro — não apenas para a Europa e a América do Sul, mas efetivamente para o mundo inteiro”, afirmou à emissora de televisão suíça Blue Sport.
Mais inclusão
A próxima Copa, em 2030 que marca o centenário do evento, vai acontecer em seis países de três continentes: Argentina, Paraguai e Uruguai (América do Sul); Espanha e Portugal (Europa); e Marrocos (África).
A Conmebol, por exemplo, defende a ampliação para 64 seleções na próxima edição. A justificativa da entidade é tornar ainda mais inclusiva a competição que celebrará os 100 anos da Copa do Mundo.
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“Todas as nações devem ter o direito de sonhar em participar da Copa do Mundo. Dá para ver que a qualidade das seleções é extremamente alta e está ficando cada vez melhor, em todo o mundo. Se não dermos aos países menores a chance de participar da Copa do Mundo, eles perderão o incentivo para continuar melhorando”, disse Infantino.
O número de participantes da Copa do Mundo foi aumentado para 32 seleções em 1998. A próxima edição, em 2030, será co-sediada por Marrocos, Portugal e Espanha, e o torneio de 2034 será na Arábia Saudita.
Preços dos ingressos
Infantino, que raramente concede entrevistas à mídia e tem limitado o número de coletivas oficiais, defendeu os altos preços dos ingressos na Copa do Mundo, dizendo: “Os estádios estão lotados; a ocupação está em 99,7% e provavelmente chegará a 99,9% até o final.
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“Os especialistas determinaram os preços dos ingressos antes do torneio. Nossos especialistas trabalharam nisso e nos disseram: ‘Esses são os preços que vocês podem praticar’. Vemos a prova agora: preços que algumas pessoas alegavam serem altos demais estão sendo revendidos no mercado secundário — o que é perfeitamente legal aqui — por quatro ou cinco vezes o custo original.”
Infantino disse esperar que a Fifa gere um total de 13 a 14 bilhões de francos suíços (US$16,08 bilhões a US$17,32 bilhões) com a Copa do Mundo de 39 dias. “Isso é bastante satisfatório”, afirmou.
Intervalos para hidratação
Infantino admitiu que a introdução de intervalos para hidratação em cada tempo, que muitos viram como uma tentativa cínica de ajudar os parceiros de televisão a obter mais receita publicitária, se mostrou polêmica.
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“No ano passado, durante a Copa do Mundo de Clubes nos EUA, houve intervalos para refresco sempre que fazia muito calor. Essas breves pausas ocorreram em cerca de 60% das partidas, mas não nos outros 40%, pois a temperatura não estava tão alta. Houve muitas reclamações, pois a sensação era de que todas as equipes deveriam enfrentar as mesmas condições”, disse.
*Com Reuters