Publicidade
Um passageiro foi parcialmente sugado para fora de uma janela que se soltou em um voo da Ryanair logo após a decolagem em Tessalônica, na Grécia, nesta sexta-feira, segundo duas fontes do aeroporto, o que obrigou a aeronave a fazer um pouso de emergência.
O avião tinha voo programado de Tessalônica para o aeroporto de Memmingen, na Alemanha, mas retornou a Tessalônica “quando uma janela de passageiro se soltou durante o voo”, informou a Ryanair em comunicado. Ainda não está claro o que causou a quebra da janela.
A companhia aérea informou que uma pessoa recebeu atendimento médico, mas não deu mais detalhes sobre a causa.
A Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) confirmou que a aeronave era um Boeing 737 NG. A Boeing não se pronunciou imediatamente.

IPCA fraco reforça aposta em corte da Selic em agosto, mas petróleo mantém alerta
Economistas destacam melhora dos núcleos, mas ainda citam preocupacões com petróleo, El Niño e quadro fiscal

Até IPCA+17%? Disparada de juros abre oportunidades e riscos na renda fixa
Não foi só o Tesouro Direto que passou a pagar mais: a remuneração de diversos papéis de renda fixa ultrapassou com folga a casa de IPCA+8%; especialistas explicam o que levar em conta na escolha
Um incidente semelhante ocorreu em 2018 em um Boeing 737 NG, levantando dúvidas sobre se os casos poderiam estar relacionados.
A mídia local na Grécia informou que um pedaço do motor se soltou e quebrou uma janela no início do voo, causando a descompressão da cabine e sugando parcialmente um passageiro para fora da janela. As duas fontes do aeroporto com conhecimento do incidente transmitiram os mesmos detalhes à Reuters.
Continua depois da publicidade
O FlightRadar24 mostrou que um jato Boeing 737 NG a caminho de Memmingen foi desviado de volta para Tessalônica na manhã desta sexta-feira.
O mesmo avião havia retornado a Tessalônica após decolar com destino a Sarajevo na noite de quinta-feira, também logo após a decolagem, de acordo com dados e uma fonte, embora não esteja claro o motivo.
A FAA confirmou que uma janela se quebrou no voo de sexta-feira e afirmou estar pronta para apoiar a Autoridade de Aviação Civil Helênica (HCAA) e o Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB) na investigação.
Continua depois da publicidade
A Ryanair utiliza motores CFM56 do fabricante CFM International em todos os seus modelos Boeing 737 NG.
A Ryanair não respondeu imediatamente a um pedido enviado por email solicitando comentários sobre os detalhes do incidente, bem como a confirmação da marca da aeronave e do motor.
“A aeronave pousou normalmente e os passageiros retornaram ao terminal”, informou a Ryanair em seu comunicado.
Continua depois da publicidade
PRECEDENTE EM 2018
Vídeos não verificados postados nas redes sociais, gravados de dentro da aeronave, mostram uma janela quebrada e máscaras de oxigênio penduradas no teto.
Uma das fontes do aeroporto grego informou que a aeronave ainda estava em solo em Tessalônica e que os investigadores estavam analisando o incidente.
Em 2018, uma pá do ventilador do motor de um Boeing 737 NG da Southwest Airlines se partiu e causou a quebra de uma janela, que sugou parcialmente um passageiro para fora da aeronave, resultando na morte dele no incidente. Na época, o homem de 43 anos foi a primeira vítima fatal em um acidente com uma companhia aérea de passageiros dos EUA desde 2009.
Continua depois da publicidade
Após esse incidente, o NTSB solicitou que a Boeing reprojetasse a estrutura da carenagem do ventilador nas aeronaves 737 NG. Já havia ocorrido uma falha no motor de outro 737 NG da Southwest em 2016.
O incidente levou os órgãos reguladores a exigir que as companhias aéreas inspecionassem as pás do ventilador com maior frequência, basicamente a cada nove a 12 meses.
O acidente de 2018 ocorreu 20 minutos após o início do voo, quando uma pá do ventilador se fraturou em consequência de uma fissura por fadiga em um jato Boeing 737-700 equipado com dois motores CFM56-7B da CFM International, após a decolagem do Aeroporto LaGuardia, em Nova York.
A CFM International, fabricante dos motores, é uma joint venture transatlântica entre a General Electric Co e a francesa Safran SA. A CFM não se pronunciou.