Técnico de Marrocos não se deixa abalar por falta de experiência em nível mundial

Equipe se prepara para enfrentar a França nas quartas de final na quinta-feira

Reuters

O técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi, em
4 de julho de 2026 (Foto: REUTERS/Hannah Mckay)
O técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi, em 4 de julho de 2026 (Foto: REUTERS/Hannah Mckay)

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O técnico de Marrocos, Mohamed Ouahbi, já foi campeão da Copa do Mundo, mas nas categorias de base, e agora ele está trilhando um novo caminho na seleção principal, enquanto sua equipe se prepara para enfrentar a França nas quartas de final nesta quinta-feira (9).

Tem sido uma trajetória notável para o técnico de 49 anos, nascido na Bélgica de pais marroquinos, e mais um exemplo da riqueza de talentos que o país norte-africano pode aproveitar da diáspora.

Ouahbi foi técnico da seleção marroquina que venceu a Copa do Mundo sub-20 no último mês de outubro, no Chile, eliminando, ironicamente, a França nas semifinais.

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O sucesso o tornou um possível candidato para substituir Walid Regragui quando o técnico de Marrocos deixou o cargo após a Copa Africana das Nações, em janeiro, mas esperava-se que Ouahbi, de 49 anos, estivesse mais abaixo na lista de opções.

A falta de experiência como técnico principal pesava contra ele, mas Ouahbi conseguiu o cargo e, desde então, provou que aqueles que duvidavam de sua capacidade de fazer a transição das categorias de base para o time adulto estavam errados.

Ouahbi é natural de Schaerbeek, subúrbio industrial a nordeste de Bruxelas, e aos 21 anos, começou como técnico da categoria sub-9 do Anderlecht. Ele foi sendo promovido até se tornar assistente do ex-jogador da seleção albanesa Besnik Hasi em 2016.

Mas essa passagem foi curta e, quando Hasi foi demitido, Ouahbi voltou para as categorias de base, trabalhando com talentos do Anderlecht como os atuais jogadores da seleção belga Jérémy Doku e Youri Tielemans, além de Bilal El Khannouss, que atua no meio-campo de Marrocos.

“Devo dizer que ele não era apenas um bom técnico de base, mas também um homem de valores e princípios sólidos”, disse Jean Kindermans, que foi responsável pelas categorias de base do Anderlecht por anos, à imprensa belga.

Ouahbi deixou o clube em 2021, após 17 anos. “O Anderlecht teve muitos grandes jogadores formados por Mo, que seguiram para ter carreiras brilhantes no exterior”, escreveu o Anderlecht em uma homenagem.

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Ele se juntou ao Al-Fateh, da Arábia Saudita, no qual atuou como assistente técnico do ex-colega de Anderlecht, Yannick Ferrera, antes de, há quatro anos, ingressar na federação marroquina e assumir o comando das categorias de base.

“Ele é um motivador incrivelmente bom”, acrescentou Kindermans.

“Acho que esse é um dos seus pontos fortes hoje em dia: lidar com todas essas superestrelas, algo que ele mesmo nunca foi como jogador. Para conquistar o respeito delas, é preciso haver algo como motivação, e isso é algo de que ele é capaz.”

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A partida das quartas de final desta quinta-feira será o 11º jogo de Ouahbi no comando desde sua contratação em março. Marrocos venceu seis e empatou quatro das dez partidas anteriores, uma sequência invicta que o fez ser aclamado pelas mudanças táticas que melhoraram a equipe.

“Ele mantém seu próprio estilo de jogo e não se deixa ditar pelo adversário. Agora, quando Marrocos joga, temos nossa própria identidade”, disse o ex-jogador da seleção Youssouf Hadji, um dos assistentes técnicos da equipe.