Publicidade
O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou nesta terça-feira que não pretende mais assistir à Copa do Mundo e atribuiu à arbitragem a eliminação dolorosa de sua seleção diante da Argentina.
O Egito vencia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo da partida pelas oitavas de final contra os atuais campeões do mundo e esteve perto de protagonizar uma das maiores zebras da história do torneio. No entanto, sofreu três gols nos minutos finais e acabou eliminado.
A equipe desmoronou no fim da partida diante de uma reação liderada por Lionel Messi, mas Hassan insistiu que sua seleção foi superior.
Ferramenta do InfoMoney
Baixe agora (e de graça)!

ASSISTA AOS GOLS: Messi lidera Argentina em virada sobre o Egito rumo às quartas
A seleção egípcia teve a classificação nas mãos e baixou a guarda diante de um adversário que não coloca ponto final em suas ambições

Messi perde pênalti contra o Egito e atinge recorde indesejável na Copa do Mundo
No jogo das oitavas de final da Argentina contra o Egito desta terça-feira, 7, o craque desperdiçou um pênalti aos 20 minutos do primeiro tempo
“Vou para casa e não vou assistir a mais nenhum jogo do torneio”, disse o treinador em entrevista coletiva. “O que aconteceu conosco não foi justo. Deveríamos ter recebido um pênalti, um gol foi anulado e eu não sei por que foi anulado.”
O Egito chegou a marcar aos 17 minutos do segundo tempo, com Mostafa Zico, mas uma revisão do VAR apontou falta dos egípcios no início da jogada que terminou no gol.
A seleção também reclamou de um possível pênalti no fim da partida, após um lance envolvendo Hamdy Fathy. A insatisfação aumentou porque, na sequência da jogada, a Argentina puxou o contra-ataque e marcou o gol da vitória aos 48 minutos.
“Mesmo que os gols tenham surgido de erros, o maior erro é não receber o que é de direito por parte de quem toma as decisões”, afirmou Hassan, em uma coletiva marcada por críticas à arbitragem.
“Sou o tipo de pessoa que odeia perder. E, quando é uma derrota que parece injusta como a de hoje, só posso dizer aos torcedores para não ficarem chateados. Queríamos muito dar a eles mais alegria”, acrescentou.
“Mas o que me deixou feliz foi que meus jogadores seguiram o plano de jogo em muitos momentos e trabalharam muito bem.”
Continua depois da publicidade
O Egito surpreendeu ao adotar uma postura ofensiva desde o início da partida, em uma mudança tática de Hassan, que costuma escalar a equipe com linhas mais baixas e apostar nos contra-ataques.
A estratégia ajudou a seleção a abrir o placar cedo, mas foram as defesas de Mostafa Shoubir que garantiram a vantagem egípcia até o intervalo.
“Estou muito, muito satisfeito com o esforço que eles mostraram. A maioria dos nossos jogadores atua no campeonato egípcio, enquanto muitos atletas de outras seleções jogam na Europa e vivem nesse ambiente profissional”, disse o treinador.
Continua depois da publicidade
“Ainda assim, com jogadores majoritariamente locais — tirando Mohamed Salah e Omar Marmoush —, conseguimos competir com qualquer adversário.”