Técnico do Egito critica arbitragem e diz que não vai mais assistir à Copa

Hossam Hassan reclama de gol anulado, pênalti não marcado e fala em derrota injusta contra a Argentina

Reuters

Técnico do Egito, Hossam Hassan, recebe um cartão amarelo do árbitro François Letexier na partida contra a Argentina
7 de julho de 2026
REUTERS/Paul Childs
Técnico do Egito, Hossam Hassan, recebe um cartão amarelo do árbitro François Letexier na partida contra a Argentina 7 de julho de 2026 REUTERS/Paul Childs

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O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou nesta terça-feira que não pretende mais assistir à Copa do Mundo e atribuiu à arbitragem a eliminação dolorosa de sua seleção diante da Argentina.

O Egito vencia por 2 a 0 até os 34 minutos do segundo tempo da partida pelas oitavas de final contra os atuais campeões do mundo e esteve perto de protagonizar uma das maiores zebras da história do torneio. No entanto, sofreu três gols nos minutos finais e acabou eliminado.

A equipe desmoronou no fim da partida diante de uma reação liderada por Lionel Messi, mas Hassan insistiu que sua seleção foi superior.

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“Vou para casa e não vou assistir a mais nenhum jogo do torneio”, disse o treinador em entrevista coletiva. “O que aconteceu conosco não foi justo. Deveríamos ter recebido um pênalti, um gol foi anulado e eu não sei por que foi anulado.”

O Egito chegou a marcar aos 17 minutos do segundo tempo, com Mostafa Zico, mas uma revisão do VAR apontou falta dos egípcios no início da jogada que terminou no gol.

A seleção também reclamou de um possível pênalti no fim da partida, após um lance envolvendo Hamdy Fathy. A insatisfação aumentou porque, na sequência da jogada, a Argentina puxou o contra-ataque e marcou o gol da vitória aos 48 minutos.

“Mesmo que os gols tenham surgido de erros, o maior erro é não receber o que é de direito por parte de quem toma as decisões”, afirmou Hassan, em uma coletiva marcada por críticas à arbitragem.

“Sou o tipo de pessoa que odeia perder. E, quando é uma derrota que parece injusta como a de hoje, só posso dizer aos torcedores para não ficarem chateados. Queríamos muito dar a eles mais alegria”, acrescentou.

“Mas o que me deixou feliz foi que meus jogadores seguiram o plano de jogo em muitos momentos e trabalharam muito bem.”

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O Egito surpreendeu ao adotar uma postura ofensiva desde o início da partida, em uma mudança tática de Hassan, que costuma escalar a equipe com linhas mais baixas e apostar nos contra-ataques.

A estratégia ajudou a seleção a abrir o placar cedo, mas foram as defesas de Mostafa Shoubir que garantiram a vantagem egípcia até o intervalo.

“Estou muito, muito satisfeito com o esforço que eles mostraram. A maioria dos nossos jogadores atua no campeonato egípcio, enquanto muitos atletas de outras seleções jogam na Europa e vivem nesse ambiente profissional”, disse o treinador.

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“Ainda assim, com jogadores majoritariamente locais — tirando Mohamed Salah e Omar Marmoush —, conseguimos competir com qualquer adversário.”