Ibovespa futuro recua em meio a risco de tarifas dos EUA e cautela global

Movimento reflete a cautela dos investidores diante da audiência pública em Washington que discute a investigação comercial dos Estados Unidos e a possibilidade de novas sobretaxas a produtos brasileiros

Felipe Moreira

(Foto: Divulgação)
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O Ibovespa futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta segunda-feira (6), refletindo a cautela dos investidores diante da audiência pública em Washington que discute a investigação comercial dos Estados Unidos e a possibilidade de novas sobretaxas a produtos brasileiros. No cenário externo, o mercado também acompanha a força do rali das ações de tecnologia, em meio à expectativa pelos balanços de grandes fabricantes asiáticos de chips. Às 9h04 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em agosto recuava 0,79%, aos 175.500 pontos.

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No exterior, embora não tenha havido novos desdobramentos nas conturbadas negociações de paz entre Estados Unidos e Irã, os navios continuam atravessando o Estreito de Ormuz, com 160 embarcações registradas em trânsito entre segunda-feira e sábado da semana passada.

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A Opep+ também concordou com um novo aumento de suas metas de produção, de 188 mil barris por dia, a partir de agosto.

No retorno dos mercados dos EUA após feriado na sexta-feira, investidores também aguardam a nova temporada de balanços do segundo trimestre, de olho no desempenho das empresas relacionadas à IA em meio a temores sobre uma bolha.

A Delta Air Lines e a PepsiCo são os principais nomes dos Estados Unidos que divulgam resultados nesta semana. Já a Samsung Electronics (005930.KS) deve atrair grande atenção na terça-feira, uma vez que analistas esperam um aumento de 18 vezes nos lucros da companhia.

Na agenda nacional, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem audiência pela manhã com o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Antônio Alban. À tarde ele se reúne com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de acordo com a agenda de Lula.

Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,05%, S&P Futuro subia 0,42% e Nasdaq Futuro tinha alta de 1,19%.

Dólar, exterior e commodities

O dólar futuro operava com alta de 0,30%, aos R$ 5,183 na venda.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam majoritariamente em queda, provavelmente devido à realização de lucros antes da divulgação dos balanços corporativos. Uma correção não é surpresa, visto que o principal índice da Coreia do Sul subiu quase 90% este ano, o de Taiwan 62% e o do Japão 37%.

A Samsung deve agitar o mercado na terça-feira, com analistas prevendo um aumento de 18 vezes nos lucros. A maior fabricante mundial de chips de memória em vendas deve anunciar um lucro operacional de 86 trilhões de won (US$ 56,35 bilhões) no segundo trimestre, conforme estimativa da LSEG.

Os preços do petróleo operam em baixa, após a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (OPEP+) concordar em aumentar ainda mais suas metas de produção a partir de agosto, enquanto as exportações dos principais produtores pelo Estreito de Ormuz estão se recuperando, o que pode aumentar a oferta global.

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As cotações do minério de ferro na China fecharam em alta, puxadas pela redução dos estoques nos portos chineses e por uma nova injeção de liquidez do banco central, embora uma forte deterioração na rentabilidade das siderúrgicas tenha limitado os ganhos.

(Com Reuters)